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quarta-feira, 18 de março de 2020

Livro Tipos Incomuns (Algumas histórias) de Tom Hanks

quarta-feira, março 18, 2020

Hoje falarei sobre o livro ‘Tipos Incomuns (Algumas histórias)’, de Tom Hanks, publicado pela Editora Arqueiro no ano de 2017. Fazia tempo que eu tinha comprado a obra por saber que este é o primeiro livro de Hanks. Conheci o Tom através das telonas, seja atuando em filmes como em roteiros e direção. Mas é claro o talento de Tom Hanks como escritor. Com uma narrativa simples e com histórias interessantes do dia-a-dia das pessoas, a obra faz o leitor viajar em todos os detalhes. Em algumas situações; eu acredito que muitas pessoas irão se identificar.

São momentos na vida onde cada situação traz uma reflexão, seja ela encarada de forma engraçada ou não. Além da narrativa, percebi nos textos, o amor por máquinas de escrever que Hanks tem. Isso está nítido em todas as histórias, afinal, a máquina de escrever é citada sempre. Tenho que concordar com Tom Hanks, ter uma máquina de escrever em casa e deixar ela guardada não é uma coisa muito legal. 

A máquina precisa ser usada, ter vida útil. Eu tenho uma. Ganhei uma Olivetti portátil de um amigo, está em perfeito estado de conservação. Gostaria de escrever mais nela, mas depois de ler o livro de Tom Hanks percebi até um mercado empresarial futurista para usar minha filha Olivetti.
Algumas crianças nem devem saber o que é uma máquina de escrever, como foi uma tecnologia avançada no passado e como ela era útil. Hoje, nem todos sabem de sua utilidade e história.   Até a próxima leitura.

Tom Hanks é ator, roteirista e diretor, além de produtor pela Playtone. Textos seus já foram publicados no The New York Times, na Vanity Fair e na The New Yorker. Este é o seu primeiro livro de ficção, que gira em torno de uma das paixões do autor. Dono de mais de 100 máquinas de escrever, Tom Hanks redige suas histórias num notebook.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

‘Ciúme Assassino’, um filme triste e muito real

terça-feira, fevereiro 18, 2020
Reprodução/YouTube

Ciúme Assassino conta a história de uma adolescente tímida que fica feliz pelo seu relacionamento com um atleta popular de sua escola. Parecem coisas de sonho. No entanto, a realidade é muito diferente do que se pode ver e em pouco tempo, o rapaz de seus sonhos se torna um homem abusivo e perigoso. Conseguirá notar a tempo de fugir dele?
Aí a história se desenrola. Muitos casos parecidos ocorrem na vida real e quão difícil deve ser para quem sofre tais abusos. 

Mulheres diariamente sofrem violência doméstica e assim como a jovem do filme ficam com receio de falar. Isso é um problema muito sério.
Em diversas cenas do filme, há situações constrangedoras, onde a jovem sofre por mensagens de texto, pelo estilo da roupa e até mesmo por conversar com outras pessoas.

Quando a menina pensava em tomar coragem, o namorado prometia mundos e fundos, desde que foi um pequeno acesso de ira, até mesmo em fazer tratamento. Mas não adiantou nada. Primeiro porque ele não fez tratamento psicológico e segundo porque não procurou melhorar em nada, ou seja, promessas apenas para deixar a moça dominada por ele.

Amizades perdidas e uma vida em torno do namorado, procurando fazer tudo para agradá-lo. Ela mesma não vivia, apenas vegetava. Triste e ao mesmo tempo uma realidade não só no Brasil como em outros países também.
O resultado? Somente assistindo o filme para saberem o desfecho dessa história. Não vou dar spoiler, mas incentivo quem não assistiu que assista. Vale muito apena. 

Às vezes um filme como esse pode nos alertar sobre ter um relacionamento abusivo e extremamente perigoso. Pode não ser muito fácil dar um basta, no entanto, é necessário e muito importante das um fim nesta situação. Isso fará bem para quem sofre tais agressões, evitando traumas futuros não apenas para a agredida como para familiares e amigos.

Veja algumas cenas

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Livro ‘Noite sem fim’ de Agatha Christie é como sempre, surpreendente

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

O livro Noite sem fim, da escritora britânica Agatha Christie, publicado pela editora Folha é surpreendente. Digo isso, pois estou acostumado a ler os livros de Agatha e geralmente acerto nos palpites de casa suspense. No entanto, nessa história, além de não ter o detetive Hercule Poirot, o final me surpreendeu e muito.
Não importa se você conhece as obras da autora, ou se é a primeira vez que irá ler, esse livro é totalmente magnífico. Tanto pela narrativa quanto a forma que a trama se desenrola.
Cássio Starling Carlos, crítico da folha, resume bem quando diz, 
“Os versos da canção que o impetuoso Mike adora ouvir sua doce Ellie entoar simbolizam o contraste insuperável entre pobreza e riqueza, felicidade e cobiça, paixão e traição que Agatha Christie espalha entre as pistas falsas desse romance publicado em 1967. Um lugar amaldiçoado, uma cigana que cospe impropérios e um grupo de personagens ambíguos e ambiciosos agregam outras sombras ao mistério de uma morte súbita. Novato ou veterano, o leitor de Christie sempre descobre que nada é o que parece. Disfarçada de autora inofensiva, a escritora primeiro cativa e, quando já é tarde demais, anuncia que nesta caixa de belos bombons alguns estão envenenados”.
Por aí você já consegue imaginar a loucura deste livro. Acontecimentos marcantes tiram o fôlego de qualquer leitor. Eu não darei spoiler, mas incentivo você a ler, pois irá se surpreender. Nem tudo é o que parece, isso você pode ter certeza. Bom, agora irei começar a ler o livro ‘Tipos Incomuns’, obra escrita por nada mais nada menos que Tom Hanks. Até a próxima.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Coringa, um filme de muita reflexão social

terça-feira, fevereiro 11, 2020
Foto: Divulgação

Coringa é um filme de drama social e psicológico sofrido pelo comediante Arthur Fleck. Desprezado por uma sociedade egoísta e hipócrita Arthur começa a se questionar sobre aspectos da vida.  Joaquin Phoenix venceu o prêmio de Melhor Ator por sua atuação em Coringa no Oscar 2020 e também merece destaque. Que papel incrível ele tem no filme. Além de ter emagrecido muito para fazer esse papel. Outra vitória do filme na noite do Oscar foi o de Melhor Trilha Original. 

Mas o ponto de reflexão do filme, no qual me chamou muita atenção foi à indagação de Coringa: ‘Sou só eu ou o mundo está ficando mais louco’?
Acredito que o mundo está ficando louco em uma sociedade mudando seus valores. Por exemplo, poucas pessoas hoje se preocupam com as outras, afinal se eu estou bem, o outro é problema dele. Estamos esquecendo-se do olhar humano, de amar o próximo, de pensar no outro, de se colocar no lugar do outro.

Por outro lado, vemos pessoas que apenas para ter admiração dos outros, isso sem dizer de fama, passa por cima como se fosse um trator. Se tiver no caminho e se houver a possibilidade de ofuscar meu destaque perante os outros, pode ter certeza vão te tirar de circulação de uma maneira ou de outra.  
O mundo continua mais louco, políticas públicas pouco debatidas, o pobre desprezado e mais pobre. Apenas com seus discursos manjados de solidariedade, o rico fica cada vez mais rico.

No entanto, se a vida não tiver fácil e a sociedade te criar um vilão, pode ter certeza que a culpa será sua, da sua família, da sua classe social. E pode ter certeza meu caro leitor ou leitora, no mundo de hoje, cada pessoa pode ter ou criar um Coringa dentro dela. O Problema será se ele despertar.

Veja o Trailer

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Livro Agosto de Rubem Fonseca tem 'histórias e estórias'

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

O livro Agosto de Rubem Fonseca, mistura ficção e história. É uma narrativa policial que traz romance, violência, escândalos políticos e a imprensa brasileira.
O livro já começa assim, no dia 1º de agosto de 1954, no Rio de Janeiro, capital da República, um empresário é assassinado e outro crime é planejado na sede do governo federal. O atentado frustrado contra o jornalista Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas, causará uma das maiores reviravoltas da história do Brasil. 

Um dos maiores sucessos de crítica de Rubem Fonseca, Agosto nos questiona: em que medida a história de uma pessoa e a história de um país se determinam, se diferenciam e se assemelham? Ao misturar com maestria história e ficção, o autor encontra a resposta: a boa literatura.

Eu particularmente gostei muito da narrativa mesmo ela dando umas quebradas na sequência da leitura. Além de resgatas o bom e velho jornalismo muitas vezes traz a questão da importância dos jornalistas serem imparciais. Ao mesmo tempo deixa uma dúvida sobre: Jornalista é realmente imparcial?  Aí já é uma longa história.

Mattos, um comissário da policia me chamou atenção pela forma de trabalhar e pelo amor a profissão. Algo raro nos dias de hoje. Quem ler a obra poderá voltar à história e tirar suas conclusões sobre o que pode ser ‘história ou estória’. Algumas pessoas se identificarão com acontecimentos, fatos possivelmente reais e outros não. A narrativa da obra é bem simples, intensa e imparcial, sem fazer críticas ao momento relatado, no entanto, faz o leitor tirar suas próprias conclusões. 

Mas, tudo que li no livro tem um pouco de verdade, principalmente quando envolve política, poder, mulher e dinheiro. Quatro coisas incrivelmente sedutoras desde que o mundo é mundo. Aos leitores dessa incrível obra contemporânea eu só posso dizer: boa leitura e viaje no tempo. Pense se acontecimentos do passado ainda acontecem nos dias atuais.  

terça-feira, 28 de maio de 2019

Sherlock Holmes: O Signo dos Quatro

terça-feira, maio 28, 2019
Foto: JC Curtis

O Signo dos Quatro é o segundo livro do Sir Arthur Conan Doyle, publicado pela Principis, selo da Editora Ciranda Cultural.
No início da história é possível notar os métodos estranhos de Sherlock em suas pesquisas e combate a uma possível depressão por não ter nenhum caso para investigar. Ele faz uso de cocaína para não cair no tédio.
Nesta obra, Holmes é procurado por Mary Morstan para descobrir o que aconteceu com seu pai que morreu há dez anos. Mary procurou Sherlock Holmes e deu mais detalhes sobre como tudo começou:
“No dia 4 de maio de 1882, um anúncio apareceu no Times, pedindo o endereço da srta. Mary Morstan e declarando que seria do interesse dela. Não havia nome ou endereço indicado. Na época, eu tinha acabado de entrar na família da sra. Cecil Forrester, na função de governanta. Seguindo seu conselho, publiquei meu endereço na coluna de anúncios.  No mesmo dia, chegou pelo correio uma pequena caixa de papelão endereçada a mim, na qual descobriu conter uma pérola muito grande e lustrosa. Nenhuma palavra foi adicionada. Desde então, todos os anos, por volta da mesma data, sempre aparecia uma caixa similar, contendo uma pérola similar, sem nenhuma pista do remetente. Um especialista declarou que se tratava de uma variedade de valor considerável. Vejam por si mesmos que são muito bonitas – ela abriu a caixa achatada ao falar, e me mostrou seis pérolas mais pelas que já vi”. – Pág. 21.
Nem preciso falar nada, Dr. Watson e Sherlock Holmes fazem uma dupla incrível e já começou com suas perguntas, analises e deduções.  A partir daí a trama começa e não faz você parar de ler. Com um final surpreendente, Sherlock Holmes: O Signo dos Quatro traz muita emoção, dedução e suspense. Para os amantes de um clássico policial, essa é uma boa dica.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Diário do Oriente, um livro com muitas curiosidades

terça-feira, maio 21, 2019

Diário do Oriente – percurso de uma alma beduína, da escritora Simone Bica é um livro muito interessante e cheio de curiosidades, publicado pela editora Autografia.
Um livro gostoso de ler e que me fez viajar enquanto lia. Uma obra com poucas páginas, apenas 116, mas muito rico em questões culturais do Oriente médio. Como diz a própria autora, ‘Que possamos sempre nos permitir voar e chegar aonde nossa alma verdadeiramente quer estar e encontrar-se em paz’. Realmente esta é a sensação que senti ao ler o livro.

Algumas questões eu não conhecia e descobri como é o churrasco na Jordânia e até como é realizado o preparo das carnes, rs, totalmente diferente do churrasco que estamos acostumados no Brasil. Fatores do tipo; um casal se divorciou e nesse relacionamento tiveram um filho do sexo masculino, a criança vai morar com o pai até ter a maior idade e escolher com quem ficar. No caso de ser filha, ela pode ficar com a mãe. Também é relatado no livro como o país é muito, mas muito religioso.
Outro detalhe interessante é com relação as mulheres pintarem as unhas. Elas só fazem isso quando estão menstruadas, período que não fazem suas orações.

Ah, não poderia esquecer de falar também sobre o papel higiênico que estamos acostumados a usar no Brasil, lá até tem, mas muitos usam guardanapo, o mesmo que usam para limpar a boca eles compram e colocam no banheiro. A obra em certo momento, também tem o código QR que te leva para alguns vídeos bem legais e interessantes também.
Enfim, para quem gosta de boas histórias repleta de curiosidades sobre o oriente médio, o livro é uma boa. Para quem for ler, espero que goste e tenha a mesma viagem que eu tive sem sair de casa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A Pequena Caixa de Gwendy, de Stphen King e Richard Chizmar

terça-feira, fevereiro 26, 2019

A Pequena Caixa de Gwendy, da Editora Suma é uma parceria entre Stephen King e Richard Chizmar, feita no ano passado. Eu recebi o livro esse ano. O livro é de capa dura e muito bem ilustrada. A Obra tem 168 páginas, com capítulos curtos e com uma leitura bem fácil. Eu nunca tinha lido uma obra de Richard Chizmar, mas achei bem interessante. É claro que esse livro não se compara as outras obras de King, afinal, encontramos nos livros de Stephen cenas pesadas, histórias bem fortes e marcantes. O que você faria se tivesse certo tipo de poder em suas mãos? A história se passa na cidade de Castle Rock, quando Gwendy Peterson de apenas 12 anos encontra um homem vestido todo de preto e com um chapéu na cabeça, próximo da Escadaria Suicida, no topo do monte.
O homem se chama Richard Farris e dá a Gwendy uma caixa de botões da qual saem pequenos chocolates em formato de animais, moedas de prata antigas, além de coisas que ela desejar.  Aí eu me lembrei do que meus pais diziam, nunca fale com estranhos. Cena descrita no livro também. Algo que me chamou atenção no livro foi o diálogo do Sr Farris com Gwendy, onde ele diz, “querer saber e fazer coisas é o que move a raça humana. Exploração: doença e a cura ao mesmo tempo”. Algo a se pensar não é mesmo?
A única coisa que você não pode esquecer é: qual botão você irá apertar? Quais são os desejos de Gwendy? Nessa obra há um suspense com muita reflexão. Até questões de bullying são tratados no livro; é só você ficar atento a cada detalhe e uma ótima leitura!!!

Sinopse

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco. 
Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado. 
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.





terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

TERRA DAS MULHERES – LIVRO FEMINISTA OU NÃO?

terça-feira, fevereiro 19, 2019
É minha primeira participação aqui no “Tudo Junto e Misturado” e escolhi falar sobre uma obra literária de 1915, da autora Charllote Perkins Gilman – TERRA DAS MULHERES – é um livro com 255 páginas e contém 12 capítulos. Sua leitura é bem acessível, apesar de conter alguns vocábulos antigos.
O livro com certeza é feminista, afinal o livro traz a masculinidade como sendo tóxica as mulheres, retrata a depreciação da capacidade das mulheres, a violência psicológica, física e sexual e a divisão na criação dos filhos. A obra é composta por 3 amigos – Terry, o machistão, Jeff, o cavalheiro, e Vandyck aquele que acredita em fatos, o “meio termo” deles -, a autora é tão ousada que a obra é uma narrativa em primeira pessoa, ou seja, ela é o Vandyck que conta toda a história sob ótica masculina.

 Os três amigos saíram em expedição científica e se depararam com a lenda da “Terra das Mulheres” contada por um guia “selvagem”. Claro que eles resolvem verificar se há uma sociedade sem homens e já imaginavam uma sociedade primitiva e que os homens deviam estar presos em algum lugar ou que apenas faziam visitas para que as mulheres reproduzissem. Uma coisa eles tinham certeza, não tinha como não ter participação de homens! No entanto quando chegam até a “Terra das Mulheres”, são surpreendidos com a infraestrutura do local, a organização social, os avanços econômicos, o controle da taxa de natalidade e mortalidade, a segurança nacional e outros. Contudo, Terry, - o machistão- a todo tempo fala que aquilo é impossível sem homens e que eles devem estar em outra região escondidos.

A trama desenvolve mostrando os três amigos como prisioneiros da “Terra das Mulheres”, mas com dignidade humana, afinal, eles podem estudar, comer de tudo, tem roupas confortáveis e camas macias, o que provavelmente não aconteceria com prisioneiros que fossem pegos invadindo outro país de cultura patriarcal! Eles tinham as guias – Somel, Moadine e Zava- que os orientavam para aprenderem tudo sobre a Terra das Mulheres, mas em contrapartida também tinham que ensinar sobre o país deles. E a partir daí a obra relata todo o espanto das mulheres da “Terra da Mulheres” em saber que as mulheres do país deles não podem trabalhar, fazer força, tem que se submeter ao sexo com seus maridos para satisfazê-los e não para gerar vidas, que são responsáveis pela criação dos filhos e organização do lar, que algumas fazem aborto e tudo mais.

Não poderia faltar romance na obra, que com certeza foi o ponto chave para demonstrar toda a relação que causa a intoxicação da masculinidade na mulher, bem como também demonstrar que educação social pode modificar pensamentos e atitudes machistas como no caso de Jeff e Vandyck, que se casaram com mulheres – Cellis e Ellador-  da “Terra das Mulheres!
Vejamos que Terry também casou-se com uma mulher – Alima -  e não teve muito sucesso, já que sua intenção sempre foi dominá-la e quando realmente tenta fazer isso forçando-a ao ato sexual, ele é dominando por ela e por outras mulheres e se torna prisioneiro até o dia do julgamento.  Quando sai sua sentença, Terry é expulso da “Terra das Mulheres”. Vejamos que Terry é o personagem que demonstra o quão o machismo é devastador, mostra ainda que naquela época já havia na “Terra das Mulheres” sentença – punição – para quem violentasse as mulheres.

A autora foi um gênio para sua época nos movimentos feministas, porém, tanto naquela época como hoje, acredito eu, existe críticas a obra, como por exemplo na questão do aborto, a qual na “Terra das Mulheres” era um absurdo por fim a vida de um nascituro, pois, existem meios de evitar uma gravidez e caso ela ocorra deveria ter o filho e se não possuísse condições maternal deveria ser dado a sociedade que tem mães que podem cuidar, amar e educar, ou seja, na nossa sociedade podemos dizer que caso engravide dê seu filho para adoção!  Outro fator que pode ser questionado é que na “Terra das Mulheres”, mulheres não tinham sexo, e quando Ellador, Cellis e Alima ficam com os três amigos – Vandyck, Jeff e Terry – elas não querem ter sexo, porque para elas é uma questão apenas de reprodução e que o amor, felicidade e prazer podem ser encontrados de outra forma. Ora, e nossa liberdade sexual? Nós não podemos sentir prazer sexual para qual o nosso corpo é feito? Podemos dar um desconto para a Charllote, afinal para aquela época ela já havia se ousado demais em criticar um sistema patriarcal e religioso. 

Eu diria até que Charllote influenciou o criador da Mulher Maravilha a criar Themyscira em 1940, seja através de seu livro ou por força maior. Ainda posso sugerir que as mulheres da “Terra das Mulheres” são dotadas das mesmas bases fundamentais das Amazonas de “Themyscira”: compaixão, amor maternal e temperança. Mas, ainda tenho dúvidas! Será que Charllote Perkins Gilman sabia quem em 1539, em expedições Francisco de Orellana e Frei Gaspar partiram para conquistar Eldorado e teve notícias que descendo o rio Orellana existia cerca de setenta tribos só de mulheres, as iacamiabas, “mulheres sem maridos” – na língua indígena - com características bem semelhantes ao de seu livro? Será que teve inspiração nessa história do tempo ou apenas no que observava em seu cotidiano?

Paula Fernandes Pereira
Bacharel em Direito
Colunista: JornalMassaguaçu
Youtuber: Uma amigasua
Twitter: @PaulaFpblog

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Carta de amor aos livros 2 : Leia um livro por favor

segunda-feira, dezembro 03, 2018

Carta de amor aos livros é o título do texto de Luiz Schwarcz, um dos fundadores da editora Companhia das Letras. Eu tive a audácia de colocar o mesmo título em meu texto por entender a preocupação de Luiz e ser solidário a essa causa. Também sou um amante de bons livros e não quero ver estampados nos jornais empresas propagadoras de cultura entrando em recuperação judicial por questões financeiras.

Muitos podem falar que as editoras não entenderam que o digital irá dominar. É o futuro. Neste meu simples texto, eu não estou aqui para criticar os erros dessas empresas que chegarem nesse ponto. O fato preocupante é aumentar o público de leitores no país, ou seja, incentivar o hábito de leitura. Essa é minha preocupação.

Como professor conheci alunos que não conseguiam ler e interpretar um texto. As desculpas são sempre as mesmas, ‘nossa tudo isso de texto’, ‘texto de novo’, ‘ai não entendi, fala pra mim’ e por aí vai. Uma matéria divulgado pelo jornal Estado de SP, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Isso é um grande problema.

Fico imaginando como essa galera perde de viajar, sonhar e ter opiniões embasadas ao deixar de ler um livro, um jornal e até mesmo uma tirinha. Eu já disse em outros posts aqui no blog que ler me ajudar a acabar com meu stress, mas nem todos são assim.

O pensamento que ler é ruim precisa ser mudado. Ler é gostoso e muito prazeroso. Com esse texto intitulado, ‘Carta de amor aos livros 2: Leia um livro’ - tento fortalecer o elo e não quebrar essa corrente em prol da leitura. Eu procuro fazer minha parte, mas sozinhos não somos nada. Juntos somos mais forte. Vamos comprar livros, doar livros, incentivar a leitura de seus filhos, parentes e alunos. Comece com apenas 5, 10, 15 minutos por dia, mas criar esse hábito ajuda muito.

Acredito que se fizermos um trabalho de formiguinha conseguiremos espalhar muita cultura pelo nosso país e pelo mundo. Essa é minha reflexão de hoje. Compartilhem essa ideia comigo em suas redes sociais.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Resenha: Enterre seus mortos

terça-feira, outubro 23, 2018

Enterre seus mortos é um livro cheio de filosofias e suspense, da autora Ana Paula Maia.
A capa me chamou muita atenção, o que me fez ler o livro primeiro que os outros da minha lista. Quando li a sinopse falando “Edgar Wilson é “um homem simples que executa tarefas”. Trabalha no órgão responsável por recolher animais mortos em estradas e levá-los para um depósito onde são triturados num grande moedor. Seu colega de profissão, Tomás, é um ex-padre excomungado pela Igreja Católica que distribui extrema unção aos moribundos vítimas de acidentes fatais que cruzam seu caminho. 

A rotina de Edgar Wilson, absurda em sua pacatez, é alterada quando ele se depara com o corpo de uma mulher enforcada dentro da mata. Quando descobre que a polícia não possui recursos para recolhê-lo — o rabecão está quebrado —, o funcionário é incapaz de deixá-lo à mercê dos abutres e decide rebocar o cadáver clandestinamente até o depósito”, pronto, já me deixou curioso.

Fez entender como a situação de nossas vidas pode mudar de uma hora para outra e como nós iremos agir em momentos onde precisamos demonstrar amor pelo próximo. Faz críticas sociais de forma leve e culta. Claro que cada leitor irá interpretar de sua maneira, no entanto, a questão humana prevalece. Principalmente pelos amigos não deixarem um ser humano jogado na mata para ser devorado pelos abutres. Você poderá entender que o livro pode ser de ficção, realidade ou representação. Não importa, leia.


Enterre Seus Mortos me fez refletir sobre questões como governo, religião, profissionalismo, crime organizado e como nós podemos estar à mercê disso tudo diariamente. Uma narrativa surpreendente, um pouco lenta para alguns, mas acredito que para uma reflexão a narração está perfeita. Li uma vez e vou colocar na minha lista de leitura novamente, pois é um livro que todos precisariam ler e refletir. Minha dica como leitor é; não perca nenhum detalhe, pois perderá desfechos importantes desta história.

Título original: ENTERRE SEUS MORTOS
Autor: Ana Paula Maia
Capa: Guilherme Xavier
Páginas: 136
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.206 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 19/03/2018
ISBN: 9788535930672
Selo: Companhia das Letras


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Resenha: Mil beijos de garoto

terça-feira, setembro 11, 2018

Por Roberta Neve

Mil beijos de garoto: A estreia de Tillie Cole no Brasil, com o livro finalista em 2016 do Goodreads Choice Awards Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira.
Uma menina, Poppy Litchfield de 5 anos, amava ver o sol nascer, olhos verdes, sempre com um lindo laço em sua cabeça, amava sua avó...
Um menino, Rune Kristiansen de 5 anos, um pequeno norueguês que volta para a cidade americana de Blossom Grove, na Georgia. Cabelos loiros longos, olhos azuis como o mar, um pequeno viking...

Tudo começou com a mudança dos Kristiansen, que se tornaram vizinhos dos Litchfields...
Um pequeno garoto de cabelos longos avista uma pequena garota de vestido azul, pulou da janela de seu quarto, limpou as mãos de grama... Chega perto de Rune e lhe estende a mão, um gesto de educação que sua avó lhe passou... A partir daí se tornaram amigos, não, melhores amigos!

Quando Poppy tinha apenas 7 anos de idade, perdeu sua avó, por câncer de pulmão, ela fumava muito e isso lhe causou a morte...
Antes de falecer, a avó de Poppy lhe deu uma espécie de pote, com vários coraçõezinhos, mas, todos vazios... Sua avó disse que os melhores momentos da vida dela, foram os beijos de seu marido, avô de Poppy... Ela proporcionou uma nova aventura a Poppy, ela teria de anotar tos os seus beijos ao longo de sua vida...

Quando Poppy e Rune completaram 15 anos, foram obrigados a se afastarem, o pai de Rune teria de voltar pelo emprego na Noruega. Disseram que não seria eternamente, que poderiam conversar por mensagens ao longo do tempo. Continuava tudo “normal”, na medida do possível, mas, quando completou 1 ano, Poppy desaparece, sem motivo, não o responde mais, não retorna suas ligações...
2 anos se passaram, com 17 anos Rune retornou a Grove, mas, diferente, um “Bad Boy” metido a besta. Espero que tenham gostado!!! Leiam e aproveitem o livro!!!

FICHA TÉCNICA:
Título Original: A Thousand Boy Kisses (Mil Beijos de Garoto).
Autor: Tillie Cole
Capa: Adaptada do projeto original de Hang Le
Páginas: 400
Formato: 13,60 X 20.80 cm
Peso: 0,420 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 02/03/2018
ISBN: 9788542209822
Editora:  Outro Planeta


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Livro “Os Dois Fazendeiros é intrigante e envolvente

segunda-feira, julho 30, 2018
Foto: Adriana Bittente/TJM


“Os dois Fazendeiros” é o primeiro livro do escritor nacional, Matheus Zucato. A capa do livro, muito bem desenvolvida pela editora Autografia, chama atenção. Já traz aquela cara de suspense. O livro contém poucas páginas, mas é bem escrito.

No livro é possível resgatar uma cultura, suas lendas, histórias e rixas de pessoas antigas de sua cidade. Me fez dar uma bela viajada ao ler.
Matheus Zucato, na obra “Os Dois Fazendeiros”, conta a história de dois senhores viúvos que habitavam uma pequena cidade em Caminho da Fé, Minas Gerais. Cada um morava em sua fazenda, mas travavam uma guerra interminável sobre quem era o verdadeiro dono das terras do lado sul do local. Até que decidem finalmente uma forma de declarar o vitorioso e encerrar de uma vez por todas essa disputa.
Foto: Adriana Bittente/TJM

Os filhos de ambos desapareceram ainda pequenos nas redondezas, e as crianças sempre acreditaram que algo assombrava ou atormentava as fazendas. A obra é narrada pelos relatos que os homens escreviam, a partir de seus próprios pontos de vista, relatando seus sentimentos e desejos mais profundos, principalmente o de assassinarem um ao outro. Tudo isso traz à trama um forte terror psicológico e leva o leitor a uma atmosfera de intrigas e suspense.

Já o final, kkkk, esse você vai precisar ler para saber, afinal, cada um poderá interpretar a sua maneira, e isso, apenas um bom escritor consegue fazer.

Sobre o autor:

Matheus Zucato Robert, nascido em Santa Bárbara D’Oeste (SP), em 1994, foi criado a vida toda em Monte Sião, no sul mineiro. Leitor assíduo de clássicos da literatura, o autor é inspirado principalmente por autores como Kafka, Saramago, Machado de Assis, Choderlos de Laclos, Poe, Hermann Melville e William Golding. Divide atualmente o tempo cursando Engenharia Hídrica, pela Universidade Federal de Itajubá – MG, e escrevendo livros, dos quais publica seu primeiro: Os Dois Fazendeiros.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Conselho Municipal de Política Cultural de Caraguatatuba elege novo presidente

terça-feira, julho 17, 2018

O jornalista e conselheiro de literatura, Regis Thiago, 31 anos, foi eleito o novo presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Caraguatatuba em uma assembleia que elegeu ainda o secretário, assim como seus suplentes.
Para o presidente a prioridade agora é reunir os conselheiros e realizar uma análise geral sobre a cultura no município, além da capacitação de todos  e fazer um mapeamento dos artistas locais.
“Pretendo representar e dar voz à sociedade civil, trabalhando em conjunto com os conselheiros para realizar melhorias em nossa região”, relevou o eleito.
Junto com Regis Thiago foram eleitos Valdinei Silva (suplente); Alex Murray (secretário geral) e Paulo Messias (suplente).
Para o presidente eleito “este foi um passo de muita importância para os encaminhamentos da cultura de nosso município. Agora muitas coisas irão acontecer. É o momento da classe artística se unir e construir uma política cultural digna”.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Resenha: Livro o Sol na Cabeça traz originalidade na literatura brasileira

quarta-feira, julho 04, 2018

O Sol na Cabeça é o primeiro livro do escritor nacional, Geovani Martins. Seu livro é composto por 13 contos e já foi vendido para mais de oito países, além dos direitos para uma adaptação cinematográfica. A capa alaranjada e páginas amareladas atraem leitores, como sempre digo, não gosto de ler em páginas brancas. Acredito que muitos leitores também não.

O livro me surpreendeu. Estou acostumado a ler obras com uma linguagem, digamos que padronizada, com poucos erros e sem gírias. No entanto, esse livro é totalmente diferente. Geovani traz uma realidade brasileira, a metamorfose da comunicação, uma originalidade da língua, do povo. Me fez lembrar tempos de escola, do futebol com os amigos, como não nos preocupávamos em falar certinho e sim da nossa comunicação fluir em cada grupo, seja com a galera do skt, do futebol, dos nerds e por aí vai. 

É um livro que toca e prende o leitor. Faz você analisar o mundo com outros olhos. Em um de seus textos, intitulado, “Como a Favela me fez Escritor, Geovani diz que a “favela hoje é centro, gira em torno de si, produz cultura e movimenta a economia. O favelado cria e consome como qualquer outra pessoa do planeta”. E em seu livro é possível notar isso, essa realidade. Não importa sua classe, sua origem, todos tem um talento único. Um deles foi encontrado e se destaca como um escritor fenomenal, o nome dele é Geovani Martins. Que venham mais livros e talentos nacionais.

Apresentação

Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades próprias da idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. 

Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.

Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade. 

“Geovani pula da oralidade mais rasgada para o português canônico como quem respira. Uma nova língua brasileira chega à literatura com força inédita.” — João Moreira Salles

“Fiquei chapado.” — Chico Buarque

“Se Lima Barreto estivesse vivo, sem dúvida leria com emoção as narrativas deste livro tão necessário em tempos de intolerância, ódio e ignorância.” — Milton Hatoum

"'O sol' vai muito além da 'literatura de favela', seja lá o que isso for, é simplesmente ótima literatura moderna, e ponto. [...] Pequeno grande livro, emoção do início ao fim, bagulho doido." — Nelson Motta

“O livro mais importante da literatura recente.” — Marcelo Rubens Paiva


Ficha Técnica

Título Original: SOL NA CABEÇA, O
Autor: Geovani Martins
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 120
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.186 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 02/03/2018
ISBN: 9788535930528
Selo: Companhia das Letras



Confira outras resenhas dos livros: Hippie e A Incendiária. 


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Resenha: A Incendiária de Stephen King, Um clássico bem atual

quarta-feira, junho 06, 2018

Conforme prometido, hoje é dia de resenha. O livro é o clássico de Stephen King, intitulado “A Incendiária, publicado este ano pela Editora Suma. Nem preciso falar, que assim que recebi me impressionei logo de cara. O livro é capa dura, em alto-relevo e muito bem detalhada nas cores laranja, branco e preto.
Em suas páginas amareladas, contém detalhes nas folhas, como se elas tivessem sido queimadas, o que atrai muito o leitor.

Com relação a narrativa, ela é bem característica de King, longa e bem pensada. Algumas pessoas que eu conheço leram e acharam um pouco mais complicada de finalizar. Eu particularmente, procuro fazer minhas leituras de uma forma diferente. Tento analisar com outros olhos. Leio com a esta pergunta na cabeça, “o que será que o autor quis passar com essa história”?  

Vamos lá. O livro pode ser encarado como uma ficção científica de caráter realista.  Sim, nele é contado uma história de dois universitários que se tornam voluntários para um experimento científico. Ela é comandada pela “Oficina”, uma organização governamental clandestina. Isso me fez refletir sobre quantas organizações dessas possam existir e até pensar na questão das indústrias farmacêuticas e seus testes. 

Os dois tiveram um filha, a Charlie, uma menina pequena e poderosa. A garota Charlie tem poderes que interessam ao governo, pois ela tem um poder muito incrível, o fogo. No entanto, pensei; a mulher, o feminino, também tem um poder atualmente. Ou seja, de ser mulher em uma sociedade machista. Ela cresce a cada dia e ganha mais visibilidade no mercado de trabalho e muitas outras áreas. Personalidades se destacam pela sua rebeldia. Rebeldia leva a liberdade, mas tudo tem um preço. E o livro também mostra isso. Cada escolha, uma renúncia.

E realmente concordo com Grady Henderson em seu posfácio, “Fantasia Paranoica sob Efeito de Speed”, em algumas partes do livro, palavras como “penetrar as defesas dela”, “arrombá-la como um cofre”, dão conotação sexual. Além de ter questões freudianas envolvidas, relacionando sexo e fogo.   Claro que cada leitor irá interpretar do seu jeito, mas esse clássico chamou muito minha atenção. Uma obra da década de 80 bem atual para nossos dias.


Ficha Técnica


Título original: FIRESTARTER
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 450
Formato: 16.20 X 23.80 cm
Peso: 0.788 kg
Acabamento: Capa dura
Lançamento: 06/04/2018
ISBN: 9788556510617

terça-feira, 1 de maio de 2018

Livro 308 Nanocontos: Reflexão para todos os momentos da vida!

terça-feira, maio 01, 2018



Na resenha de hoje, farei minha observação ao livro 308 Nanocontos, do autor Renato Benvindo Frata. A obra foi lançada em 2017 pela editora Autografia, onde reúne 308 pequenas frases com até cem caracteres cada uma, sem contar os títulos que são opcionais, sobre diversos assuntos cotidianos e da atualidade.

A capa do livro é bem criativa e interessante, principalmente com o simbologia do infinito. A leitura é fácil, com páginas amareladas que eu amo. Além disso, as letras são grandes e com um design bem leve.

Mesmo parecendo fácil para ler, é um livro bem divertido e reflexivo. É preciso pensar para entender. Faz críticas, elogios, ou seja, mexe com as emoções do seu leitor. Afinal, cada um irá se identificar com cada trecho.

Separei uma das reflexões para você entender mais como é o livro:
 “Obviedade
Não seríamos escravos se o relógio não tivesse nos atrelado ao tempo.”

Ao ler o livro, lembrei do twitter, onde temos que escrever com poucos caracteres. Os 308 Nanocontos é bem neste estilo.
Quem for ler o livro vai gostar.


Sinopse:

Livro composto por 308 nanocontos compostos com até 100 caracteres (contando-se as letras, espaços e pontuação), mas se desprezando os títulos não são necessários nesse tipo de literatura. Os nanos (do grego nánnos, “excessiva pequenez”) são textos anões, enxutos, mas com princípio, meio e fim; e buscam a atenção do leitor para envolvê-lo no contexto. 
Cabe, pois, ao leitor, a imersão ao conteúdo para que encontre a intensão do autor ao formulá-los. Um exercício de síntese para se brincar à vontade. Por que 308? O número 8 da capa se encontra na posição horizontal e simboliza o infinito, a eternidade; e a miscelânea dos temas mostra, sem a preocupação de continuidade, a liberdade quando focam diversos assuntos do cotidiano. 

Autor: Renato Benvindo Frata
Páginas: 168
Edição: 1
Ano Edição: 2017
Editora: Autografia


Confira a última resenha aqui no blog!