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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Uma morte anunciada

quinta-feira, abril 30, 2020
Ilustração: Luck Murídeo

Durante minha caminhada de manhã, paro na calçada em frente à praia. O sol me observa. Sei que está, pois minha pele começa a esquentar. Parece que o cheiro de mofo da minha pele começa a sair. Sinto cansaço! Não sei se é pelo isolamento social causado pela Covid-19 ou pela minha falta de exercícios físicos. Uma leve brisa do mar paira sobre mim. Parece querer minha atenção. Olho para o mar enquanto retomo o fôlego e observo sua imensidão.  Em sua solidão é possível notar pequenas ondas indo e voltando bem próximo da areia, que por sinal, aparenta estar mais limpa. Ao olhar mais distante, mesmo sem conseguir ver o fim de suas águas, noto uma piscina de água salgada, sem barcos e pessoas usufruindo dele. Solitário igual a mim nessa caminhada.

Após descansar, continuo a caminhar. A reta que pretendo seguir parece não ter fim. Mas não vou desanimar. Sigo mais alguns metros. No entanto, observo fitas amarelas e cones bloquearem a passagem em alguns trechos. Paro novamente e começo a refletir. Antigamente; não muito antigamente. Acho que não faz nem dois anos, um Deck muito lindo por sinal, foi criado nessa avenida da praia. Um madeiramento tratado, onde as pessoas poderiam correr, caminhar e ao mesmo tempo observar a imensidão do mar. Volto a caminhar em passos mais lentos. Vou pensando durante o caminho. Passei algumas vezes por ele. Via pessoas no deck fazendo suas famosas selfs, afinal tinha ficado muito lindo e outras pessoas precisavam ver um dos pontos turísticos da região norte de Caraguá. Não sei se é minha paixão por esse lugar, mas acho essa região uma das mais lindas da minha cidade.

Infelizmente o previsível aconteceu. O mar, mesmo em sua solidão e como qualquer ser humano, tem seus ataques de nervos quando invadem o que é dele, invadem sua privacidade e até mesmo por topar com uma simples pedra pelo caminho. Mas quando não respeitam o poder da natureza esse marzão também sabe a fúria que têm e rebate aqueles que o trataram com desdém. Resultado; pós-ressacas, o deck precisou ser desmontado. Depois começou a ceder e se despedaçar. Atualmente, quem passar por ele verá fitas, cones e buracos na calçada, causado pelo desrespeito e até mesmo mau planejamento na construção do Deck. 

Realmente lembro ter dito aos amigos, nas rodas de conversas que a obra por mais linda, já era ‘uma morte anunciada com nosso dinheiro’. Não sou engenheiro, mas o simples fato de vergalhões de ferro no mar? Até eu sei que a maresia destrói mais que cupim e isso não daria certo. Chuto uma pedra e sinto o sol me queimar mais minha pele. Paro de pensar. Bate um desânimo e interrompo minha caminhada. Dou meia volta. Não sei se pela preguiça ou pela feiúra do ex deck, ou sei lá como pode ser chamado hoje em dia. Sigo meu caminho de volta para casa, afinal, preciso passar no mercado, comprar pão e tomar meu café.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Os efeitos do café na quarentena

terça-feira, abril 28, 2020
Ilustração: Luck Murídeo
Pego minha caneca no armário da cozinha.  O cheiro do café fresquinho me consome ao ponto de me dar água na boca.  Vou até a cafeteira e retiro sua jarra. Coloco em minha caneca café. Adoço suavemente para não estragar o gosto do café e elevo minha caneca até a boca. Durante o primeiro gole parece que a cafeína me acalma. Da janela da cozinha olho para rua. Sem nenhum movimento, não vejo as pessoas caminhando ou passando próximo de casa. Tudo está muito quieto e sombrio.  

São 6 horas da manhã e o vazio ainda toma conta da rua. Apenas para um mero e simples detalhe. Dou mais um gole no café. Agora parece que o morno do café com seu suave amargor tomam conta de mim. Meu pensamento volta a refletir para o mero e simples detalhe. A rua está vazia e sombria, mas a natureza já está na ativa. As folhas das árvores próximas da minha casa se mexem levemente. Os pássaros no céu azul e sem nuvens permanecem voando. Alguns param entre os fios de alta tensão. Outros de uma árvore a outra. Já os periquitos-verdes fazem muito barulho, eles são muitos e não devem estar de quarentena.  Consigo apenas ouvi-los, mas não observá-los. A quarentena deles é diferente.
A solidão da quarentena que me consumia desaparece. Durante o terceiro gole do bom café começo a pensar em quão grandiosa é a natureza. Somente um Deus poderia criar algo tão incrível e extraordinário que até hoje nenhum humano conseguiu copiar.

Percebi que a quarentena por mais solitária que seja é um momento de reflexões. Pra mim é observar de como somos meros coitados e mortais assustados e amedrontados.  Um simples vírus pode acabar com a vida humana de muitos. Além disso, durante a quarentena, ficando em casa é possível valorizar as coisas simples da vida como a família, a natureza e o de fazer o bem ao próximo.  Coisas que no dia a dia corrido da humanidade poucos se importavam, mas na hora da morte e da tragédia todos aprendem serem iguais uns dos outros. Essa foi minha reflexão. 

No quarto gole, sinto que o café acabou. Um carro de som com propaganda da prefeitura passa pela rua de casa e diz: “fique em casa”. Minha viagem mental me faz voltar para realidade mundial. Cuidado com o CIVID-19. Evite aglomerações. Por mais problemas econômicos que possamos ter por causa da pandemia, dinheiro a gente recupera, mas uma vida não. Largo meu minha caneca na pia. Saio da cozinha e vou passear até a sala. Sento no sofá. Ligo a Tv e conecto na Netflix. Começo a passar pelos títulos de filmes e séries. Qual o que escolher? Ainda não sei, acho que vou fazer  mais um pouco de café para saber qual efeito vai ter dessa vez.  


quarta-feira, 18 de março de 2020

Livro Tipos Incomuns (Algumas histórias) de Tom Hanks

quarta-feira, março 18, 2020

Hoje falarei sobre o livro ‘Tipos Incomuns (Algumas histórias)’, de Tom Hanks, publicado pela Editora Arqueiro no ano de 2017. Fazia tempo que eu tinha comprado a obra por saber que este é o primeiro livro de Hanks. Conheci o Tom através das telonas, seja atuando em filmes como em roteiros e direção. Mas é claro o talento de Tom Hanks como escritor. Com uma narrativa simples e com histórias interessantes do dia-a-dia das pessoas, a obra faz o leitor viajar em todos os detalhes. Em algumas situações; eu acredito que muitas pessoas irão se identificar.

São momentos na vida onde cada situação traz uma reflexão, seja ela encarada de forma engraçada ou não. Além da narrativa, percebi nos textos, o amor por máquinas de escrever que Hanks tem. Isso está nítido em todas as histórias, afinal, a máquina de escrever é citada sempre. Tenho que concordar com Tom Hanks, ter uma máquina de escrever em casa e deixar ela guardada não é uma coisa muito legal. 

A máquina precisa ser usada, ter vida útil. Eu tenho uma. Ganhei uma Olivetti portátil de um amigo, está em perfeito estado de conservação. Gostaria de escrever mais nela, mas depois de ler o livro de Tom Hanks percebi até um mercado empresarial futurista para usar minha filha Olivetti.
Algumas crianças nem devem saber o que é uma máquina de escrever, como foi uma tecnologia avançada no passado e como ela era útil. Hoje, nem todos sabem de sua utilidade e história.   Até a próxima leitura.

Tom Hanks é ator, roteirista e diretor, além de produtor pela Playtone. Textos seus já foram publicados no The New York Times, na Vanity Fair e na The New Yorker. Este é o seu primeiro livro de ficção, que gira em torno de uma das paixões do autor. Dono de mais de 100 máquinas de escrever, Tom Hanks redige suas histórias num notebook.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Livro Agosto de Rubem Fonseca tem 'histórias e estórias'

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

O livro Agosto de Rubem Fonseca, mistura ficção e história. É uma narrativa policial que traz romance, violência, escândalos políticos e a imprensa brasileira.
O livro já começa assim, no dia 1º de agosto de 1954, no Rio de Janeiro, capital da República, um empresário é assassinado e outro crime é planejado na sede do governo federal. O atentado frustrado contra o jornalista Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas, causará uma das maiores reviravoltas da história do Brasil. 

Um dos maiores sucessos de crítica de Rubem Fonseca, Agosto nos questiona: em que medida a história de uma pessoa e a história de um país se determinam, se diferenciam e se assemelham? Ao misturar com maestria história e ficção, o autor encontra a resposta: a boa literatura.

Eu particularmente gostei muito da narrativa mesmo ela dando umas quebradas na sequência da leitura. Além de resgatas o bom e velho jornalismo muitas vezes traz a questão da importância dos jornalistas serem imparciais. Ao mesmo tempo deixa uma dúvida sobre: Jornalista é realmente imparcial?  Aí já é uma longa história.

Mattos, um comissário da policia me chamou atenção pela forma de trabalhar e pelo amor a profissão. Algo raro nos dias de hoje. Quem ler a obra poderá voltar à história e tirar suas conclusões sobre o que pode ser ‘história ou estória’. Algumas pessoas se identificarão com acontecimentos, fatos possivelmente reais e outros não. A narrativa da obra é bem simples, intensa e imparcial, sem fazer críticas ao momento relatado, no entanto, faz o leitor tirar suas próprias conclusões. 

Mas, tudo que li no livro tem um pouco de verdade, principalmente quando envolve política, poder, mulher e dinheiro. Quatro coisas incrivelmente sedutoras desde que o mundo é mundo. Aos leitores dessa incrível obra contemporânea eu só posso dizer: boa leitura e viaje no tempo. Pense se acontecimentos do passado ainda acontecem nos dias atuais.  

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Os livros que li em 2019

terça-feira, janeiro 07, 2020
O ano de 2019 foi uma loucura pra mim principalmente com o Jornal Massaguaçu e o site MassaguaNews. Praticamente fiquei sem postar muita coisa no blog, no entanto, não posso parar. Neste ano pretendo continuar focado com os objetivos, afinal, ler e escrever faz parte de mim.  Minha meta o ano passado foi de ler 12 livros durante o ano, mas consegui ler 15. Muitos que eu conheço leem até mais obras, mas consegui meu objetivo mesmo com meu trabalho. Vou postar os livros que li pela ordem. Alguns eu fiz resenha outros não. 

Livros de 2019: 

Número Zero – Umberto Eco (Ed. Record)

O romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo e dos tempos atuais Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranóico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça ― um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores. Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje.

O Homem de Areia – Lars Kpler (Ed. Alfaguara)

Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e
desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto.
Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado.
Com capítulos curtos e ritmo alucinante, O homem de areia é um thriller envolvente sobre os limites da maldade.

"Um dos thrillers mais emocionantes dos últimos tempos." – Sunday Times


A pequena caixa de Gwendy – Stephen king e Richard Chizmar (Ed. Summa)

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco.
Certo dia, um estranho a chama do alto: "Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu". Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado.
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.

Ritmo Louco – Zadie Smith (Ed. Companhia das Letras)

Duas garotas de ascendência negra sonham em ser dançarinas ― mas apenas
uma delas, Tracey, tem talento. A outra, a narradora, tem ideias: sobre ritmo e identidade, sobre música e raça, sobre o que torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade próxima, mas complicada, que termina abruptamente por volta dos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca esquecida.
Ritmo louco começa com a narradora voltando a Londres após ser demitida de seu emprego como assistente pessoal de uma cantora pop mundialmente famosa. Ao perambular pela cidade, a história do passado vai sendo revelada ― e Tracey tem papel fundamental nela. Alternando entre estes dois tempos, o do presente e os anos 1980 e 1990, Zadie Smith cria um brilhante romance de formação que coloca em movimento reflexões profundas e atuais sobre cor, raça, gênero e, sobretudo, pertencimento.


Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho – Arthur Conan Doyle (Ed. Princips)

Sherlock Holmes é um detetive britânico enigmático e pedante do final do século XIX e início do século XX. Ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar seus casos e conta com a ajuda de seu fiel amigo e parceiro Dr. Watson. 

Em Um estudo em vermelho Holmes é chamado para solucionar o caso de um homem que foi encontrado morto, com uma expressão de terror, mas que não apresenta ferimentos, apenas manchas de sangue pelo corpo. Uma amizade improvável. Um crime aparentemente sem pistas. Tudo começa em Um Estudo em Vermelho...




Sherlock Holmes: O signo dos quatro – Arthur Conan Doyle (Ed. Princips)

Sherlock Holmes é um detetive britânico enigmático e pedante do final do século
XIX e início do século XX. 
Ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar seus casos e conta com a ajuda de seu fiel amigo e parceiro Dr. Watson. 

Em O signo dos quatro Holmes é procurado por Mary Morstan para descobrir o que aconteceu com seu pai que morreu há dez anos. Um romance... 

Sim! Um romance entre o observador dr. Watson e o brilhante detetive Sherlock Holmes.



Diário do Oriente – Simone Bica (Ed. Autografia)



Esta obra fala de fatos verídicos vivenciados diariamente em um continente cheio de conflitos e guerra mas que com bons relacionamentos políticos, conserva alguns país em estado Pacífico.


Nos faz entender o que é ser árabe, ser mulçumano ser humano na riqueza da palavra humano recebendo todos com hospitalidade amor, carinho afeto e nos permitindo fazer parte e me arrisco a dizer fazer nos sentirmos árabe de coração.



Assassinato no Expresso Oriente – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Uma gélida noite de inverno. Logo depois da meia-noite, um banco de neve
obriga o luxuoso Expresso Oriente a interromper sua viagem de Istambul a Paris e a ficar parado no meio do nada. O trem está surpreendentemente lotado para essa época do ano. 

Ao amanhecer, um ricaço americano é encontrado morto em sua cabine com várias facadas no peito. Coincidentemente, Hercule Poirot é um dos viajantes e conduzirá uma de suas mais difíceis investigações nos vagões isolados no meio da neve...No mundo todo, Assassinato no Expresso Oriente é uma das histórias mais conhecidas e amadas de Agatha Christie, a Rainha do Crime – agora em nova adaptação em quadrinhos, para deleite de fãs de todas as idades.

Cai o Pano – O último caso de Poirot – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

A convite de Poirot, o capitão Hastings retorna ao local da primeira investigação de ambos: a mansão Styles. O tempo passou: o detetive belga envelheceu e está em uma cadeira de rodas; já a antiga mansão foi reduzida a uma mera hospedaria. A visita, porém, se revela mais que um reencontro entre velhos amigos. O instinto de Poirot, ainda afiado, lhe diz que entre os hóspedes há um assassino. E ele precisa que Hastings o ajude a identificá-lo antes que haja mais uma vítima – e antes que seu tempo acabe. Escrito na década de 40, mas mantido em um cofre até sua publicação em 1975 (um ano antes da morte de Christie), Cai o pano é a última investigação de Hercule Poirot. Neste romance, considerado um de seus melhores, a Rainha do Crime concebe uma arrebatadora despedida ao seu maior e mais querido personagem.

O misterioso caso de Styles – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Quatro anos após Agatha Christie escrever O misterioso caso de Styles, seu
primeiro livro, e após a recusa de vários editores, John Lane decide publicar seu livro, mas com uma ressalva: que ela reescrevesse o capítulo onde toda trama é revelada por Poirot. No original a revelação se dá num tribunal, e na alteração solicitada por Lane, a
 revelação é feita na sala de estar da propriedade de Styles Court. Sem saber John Lane fundava aí um dos maiores lugares-comuns do romance policial. A engenhosidade e astúcia de Agatha Christie são assombrosas, com uma narrativa fluída e envolvente ela apresenta uma história instigante: a partir da morte da matriarca de Styles Court se desenrola uma complexa trama, suicídio ou envenenamento? Quem teria interesse em assassinar Mrs. Emily Inglethorp? Como juntar este desconexo quebra cabeças de provas e evidências? Através da narrativa de Mr Hastings, vamos nos aproximando das personagens desta misteriosa intriga: o estranho Alfred Inglethorp esposo de Mrs. Inglethorp e principal suspeito do crime, John e Laurence Cavendish, filhos de Mrs. Inglethorp, Mary Cavendish esposa de John, Evelyn Howard, governanta da casa, e Cynthia Murdoch, protegida de Mrs. Inglethorp, são os moradores da casa e cada um deles tem algo a esconder. O Misterioso Caso de Styles é o primeiro livro de Agatha Christie e com ele a autora mostra por que é uma das grandes mestres do romance policial do século XX.

O que eu aprendi com Hamelet – Leandro Karnal (Ed. Leya)

Cada capítulo de O que aprendi com Hamlet descreve um ato da tragédia e, como esta, lança um olhar original sobre a espécie humana e a sociedade – daquele tempo e de hoje: o mundo de Shakespeare e dos autores e leitores, a dificuldade em se diluir no mundo, as duplicidades afetivas (“eu te amo e te odeio”), os impulsos e as violências, o sentido e a consciência de vida (ser ou não ser?), as tramas do poder e as contradições de todos nós – heróis com traços de vilania.  

E, como última lição, reelabora nossos mundos e nossas concepções sobre o que somos, o que não devemos ser e aquilo a que aspiramos ser.



O assassinato de Roger Ackroyd – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Uma misteriosa sequência de três crimes. Uma velha senhora desconfiada. Um
famoso detetive belga de férias, procurando alguma emoção. Este é o ponto de partida de O assassinato de Roger Ackroyd, um dos mais famosos romances policiais de Agatha Christie, em que está presente seu estilo inconfundível de promover uma verdadeira ciranda de suspeitos, em que o leitor é envolvido e para a qual ele é convidado a usar toda a sua inteligência e perspicácia. Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes iniciada a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do Dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de Miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila. Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por Miss Ferrars compõe o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. 

Morte no Nilo – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais... 

Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. 
Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.

O que aprendi sendo xingado na internet – Leonardo Sakamoto (Ed. Leya)

Um manifesto contra o ódio e a favor da tolerância na internet. Um dos
blogueiros mais conhecidos da atualidade, Leonardo Sakamoto divide opiniões sempre apaixonadas. Possui uma legião de seguidores que diariamente acessa seu blog, hospedado no portal UOL, e compartilha seus textos, ao mesmo tempo em que cultivou um sem número de detratores que, com o acirramento das disputas políticas entre direita e esquerda, dedicam-se a xingá-lo, espezinhá-lo e, em casos extremos, ameaçá-lo. O que eu aprendi sendo xingado na internet nasceu da reflexão do autor sobre a facilidade com que se disseminam ódio e boatos na internet. Escrevendo com conhecimento de causa, Sakamoto produz um manifesto a favor da liberdade de opinião e expressão na rede, e disseca os mecanismos que permitem que informações incorretas se espalhem, causando danos irreparáveis. Sobre o autor: Leonardo Sakamoto é paulistano. Jornalista e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo, cobriu conflitos no Timor Leste, em Angola e no Paquistão e o desrespeito aos direitos humanos no Brasil. Foi professor de jornalismo na ECA-USP (entre 2000 e 2002) e na PUC-SP (desde 2011). É diretor da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.

Um corpo na biblioteca – Agatha Cristie (Ed. Folha)

O corpo de uma jovem é encontrado no tapete da biblioteca dos Bantry, às sete da manhã. 

A vítima é uma completa desconhecida e o casal Bantry decide chamar as autoridades para investigar o caso — e também, é claro, Miss Marple, detetive amadora e amiga da sra. Bantry.

Tudo se complica ainda mais quando chega até eles a notícia de outra adolescente morta, carbonizada dentro de um carro incendiado em uma pedreira. Qual será a possível conexão entre os dois incidentes?



Essa foi minha lista, espero que tenham gostado. O que vocês leram no ano passado?


terça-feira, 28 de maio de 2019

Sherlock Holmes: O Signo dos Quatro

terça-feira, maio 28, 2019
Foto: JC Curtis

O Signo dos Quatro é o segundo livro do Sir Arthur Conan Doyle, publicado pela Principis, selo da Editora Ciranda Cultural.
No início da história é possível notar os métodos estranhos de Sherlock em suas pesquisas e combate a uma possível depressão por não ter nenhum caso para investigar. Ele faz uso de cocaína para não cair no tédio.
Nesta obra, Holmes é procurado por Mary Morstan para descobrir o que aconteceu com seu pai que morreu há dez anos. Mary procurou Sherlock Holmes e deu mais detalhes sobre como tudo começou:
“No dia 4 de maio de 1882, um anúncio apareceu no Times, pedindo o endereço da srta. Mary Morstan e declarando que seria do interesse dela. Não havia nome ou endereço indicado. Na época, eu tinha acabado de entrar na família da sra. Cecil Forrester, na função de governanta. Seguindo seu conselho, publiquei meu endereço na coluna de anúncios.  No mesmo dia, chegou pelo correio uma pequena caixa de papelão endereçada a mim, na qual descobriu conter uma pérola muito grande e lustrosa. Nenhuma palavra foi adicionada. Desde então, todos os anos, por volta da mesma data, sempre aparecia uma caixa similar, contendo uma pérola similar, sem nenhuma pista do remetente. Um especialista declarou que se tratava de uma variedade de valor considerável. Vejam por si mesmos que são muito bonitas – ela abriu a caixa achatada ao falar, e me mostrou seis pérolas mais pelas que já vi”. – Pág. 21.
Nem preciso falar nada, Dr. Watson e Sherlock Holmes fazem uma dupla incrível e já começou com suas perguntas, analises e deduções.  A partir daí a trama começa e não faz você parar de ler. Com um final surpreendente, Sherlock Holmes: O Signo dos Quatro traz muita emoção, dedução e suspense. Para os amantes de um clássico policial, essa é uma boa dica.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho é uma história que te prende do início ao fim

quinta-feira, maio 09, 2019

Sherlock Holmes conhece dr. Watson

Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho foi o primeiro dos quatro livros que li do autor Arthur Conan Doyle, pela Principis, selo da editora Ciranda Cultural. O segundo é o Signo dos Quatro, o terceiro - O Cão de Baskerville e o quarto livro - O Vale do Medo.  
Neste primeiro livro que li, Um Estudo em Vermelho, Sherlock Holmes é chamado para solucionar um caso de um homem que foi encontrado morto, mas que não apresenta ferimentos, apenas manchas de sangue.

Enfim, nem preciso falar nada sobre o livro, a história é muito interessante. Fiquei surpreso, pois o livro inédito foi escrito em 1887, em um revista. Nesta ficção, por mais que pareça real, Holmes é conhecido por solucionar mistérios que outros detetives não conseguem entender, pois ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar os casos. Também neste livro é onde ele conhece seu fiel amigo e parceiro dr. Watson.
A obra é de fácil leitura e uma boa dica para quem gosta de livros policiais. Leve e com uma narrativa incrível, Um estudo em Vermelho me surpreendeu, no entanto que o li em 3 dias, e não em 7 como geralmente ocorre.
É um livro que te envolve do começo ao fim sem dar tempo de você parar para respirar, os detalhes fazem toda a diferença e faz você estar dentro da história. Assim como Holmes, você vive o caso e aprende a cada vez mais a valorizar que observar as coisas faz toda a diferença. Como eu diria aos meus amigos de faculdade, Semioticamente falando, você precisa apenas estar atento aos detalhes. Na próxima semana tenho mais detalhes do outro livro, porque eu preciso correr, o detetive já está resolvendo o caso Signo dos Quatro e eu quero saber o final!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A Pequena Caixa de Gwendy, de Stphen King e Richard Chizmar

terça-feira, fevereiro 26, 2019

A Pequena Caixa de Gwendy, da Editora Suma é uma parceria entre Stephen King e Richard Chizmar, feita no ano passado. Eu recebi o livro esse ano. O livro é de capa dura e muito bem ilustrada. A Obra tem 168 páginas, com capítulos curtos e com uma leitura bem fácil. Eu nunca tinha lido uma obra de Richard Chizmar, mas achei bem interessante. É claro que esse livro não se compara as outras obras de King, afinal, encontramos nos livros de Stephen cenas pesadas, histórias bem fortes e marcantes. O que você faria se tivesse certo tipo de poder em suas mãos? A história se passa na cidade de Castle Rock, quando Gwendy Peterson de apenas 12 anos encontra um homem vestido todo de preto e com um chapéu na cabeça, próximo da Escadaria Suicida, no topo do monte.
O homem se chama Richard Farris e dá a Gwendy uma caixa de botões da qual saem pequenos chocolates em formato de animais, moedas de prata antigas, além de coisas que ela desejar.  Aí eu me lembrei do que meus pais diziam, nunca fale com estranhos. Cena descrita no livro também. Algo que me chamou atenção no livro foi o diálogo do Sr Farris com Gwendy, onde ele diz, “querer saber e fazer coisas é o que move a raça humana. Exploração: doença e a cura ao mesmo tempo”. Algo a se pensar não é mesmo?
A única coisa que você não pode esquecer é: qual botão você irá apertar? Quais são os desejos de Gwendy? Nessa obra há um suspense com muita reflexão. Até questões de bullying são tratados no livro; é só você ficar atento a cada detalhe e uma ótima leitura!!!

Sinopse

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco. 
Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado. 
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.





terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O Homem de Areia é uma narrativa com muito suspense do início ao fim

terça-feira, fevereiro 05, 2019

O Homem de Areia, publicado pela editora Alfaguara, selo do Grupo Companhia das letras; sem a menor dúvida, é um livro incrível. A obra do casal sueco Alexandra e Alexander Ahndoril, que usam o pseudônimo; LarsKepler, é realmente fascinante. O livro chama atenção pela capa, mas muitos podem ficar desanimados pelas suas 457 páginas. No entanto, uma coisa é certa, você irá ler o livro em menos tempo do que imagina. Eu me programei para ler o livro em 15 dias, mas li ele em 5 dias. Então, você pode ter certeza, o livro te prende do início ao fim. 

O livro fala sobre um serial Killer muito inteligente e manipulador chamado Jurek Walter, que foi preso pelo detetive Joona Linna alguns anos atrás; e condenado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Com capítulos curtos e uma narrativa incrível, há uma questão bem intrigante: até onde vai a mente humana? Até onde o ser humano pode ser mau para conquistar seus objetivos e até mesmo querer se vingar? Ou pode-se dizer que de médico e louco todo mundo tem um pouco? Aí você pensa: O que você faria quando um serial killer preso ameaça você, sua família e a família do seu parceiro que o ajudou na investigação? 

Os personagens são fortes, marcantes e inesquecíveis. Todos os personagens chamaram minha atenção e me fizeram despertar pensamentos sobre cada um deles e a vida que levavam. O que deixa o livro a cada página virada, mais e mais interessante. Aos que assistiram filmes como Hannibal e aos leitores de Agatha Christie irão se amarrar, afinal, o livro acaba te envolvendo de um jeito incrível. Faz você vivenciar cada momento do livro e querer entender quem é o homem de areia, como ele age e muitos outros detalhes. Mas eu não vou dar spoiler. Outra questão é a narrativa entre o presente e o passado dos personagens, dando a impressão de estar acontecendo tudo ao mesmo tempo, iguais a séries e filmes de suspense. Se você curte esses suspenses policiais, não pense duas vezes, LEIA O LIVRO: O Homem de Areia.




O livro

Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto. 
Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado.
Com capítulos curtos e ritmo alucinante, O homem de areia é um thriller envolvente sobre os limites da maldade.

“Um dos thrillers mais emocionantes dos últimos tempos.” — Sunday Times


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Resenha: E assim foi a vida, livro da escritora Elilde Browning mostra que a vida é feita de superação e escolhas

segunda-feira, novembro 26, 2018
Foto: Francine Farfan

Hoje, a resenha é do livro ‘E assim foi a vida’, escrito por Elilde Browning, publicado pela editora Artêra. Em resumo, o livro é incrível. Como muitos sabem, não sou muito fã de romances, mas a narrativa deste livro me surpreendeu. Em alguns eventos em minha cidade, tive o privilégio de conhecer a autora do livro, muito simpática e extremamente culta.

Mas para falar sobre o livro tem um pensamento que resume muito sobre o livro, “nada neste mundo é perfeito. Todas as situações têm os seus prós e seus contras. E, numa avaliação profunda, tudo vale a pena viver”. Realmente, a personagem Lenira Silveira pode dizer com todas as palavras, E assim foi a vida. O livro é rico por descrever vários países e cidades brasileiras durante as viagens da personagem. É conseguir viajar através das palavras, entender culturas e entender os porquês de cada atitude de Lenira.  

Cada um tem sua história, uma trajetória, um caminho a seguir, mas ao ler esse livro, é fácil notar que Lenira nunca desistiu de seus sonhos, objetivos e principalmente de sua família.  Algumas situações bem comuns onde cada pessoa que ler a obra poderá se identificar com cada situação; seja ela no amor, na questão profissional, na família e na superação de obstáculos. Na vida sempre precisaremos tomar uma decisão e ninguém poderá fazer isso além de nós mesmos. Outro detalhe importante que precisa ser destacado, é a fé demonstrada pela personagem. Sempre colocando Deus em sua vida. 

Eu indico o livro para todos aqueles que acreditam em seus sonhos e buscam superar as situações mais adversas que possa estar passando. A vida nem sempre é fácil, mas somente nós poderemos mudar cada situação. Conforme conversado com Elilde Browning, o livro foi escrito em apenas 6 meses, um trabalho muito gratificante para ela, que além de escritora, faz seus mosaicos.

Livro


E assim foi a vida é um romance de ficção com características filosóficas e existenciais e nuances de autoajuda.  
É a história de uma menina pobre, órfã de pai, nascida no interior da Bahia, de uma família de 13 irmãos e que um dia pensou: 
“Nascer pobre independe de nossa vontade. Permanecer pobre é uma escolha própria de cada um”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Resenha: Amoras é o primeiro livro infantil do rapper Emicida

quinta-feira, outubro 25, 2018

Amoras é o livro do rapper Emicida com ilustrações de Aldo Fabrini, da editora Companhia das Letrinhas, selo editorial do grupo Companhia das Letras. O livro me surpreendeu. Claro que vindo de Emicida, já imaginava um livro com muita representatividade. Mas infantil? Muito inspirador, lindo de ver e ler. O meu resumo é; uma obra com linguagem simples, desenhos simples que toca qualquer leitor.

Acredito que Emicida conseguiu transmitir em Amoras a mensagem de maneira incrivelmente lúdica. Os detalhes fazem toda a diferença.
Trata a questão da igualdade entre as crianças, a inocência que não faz distinção de cor, raça, classe social. Somos todos iguais. Além disso resgata personalidades sobre Zumbi dos Palmares e Martin Luther King. Isso no glossário que o livro traz, mostrando o significado de palavras e de outros nomes. Eu realmente estou encantado. Uma obra literária rica em semântica e semiótica. 

Já li o livro três vezes e indico a todos os pais a lerem aos seus filhos. Emicida disse em um de seus vídeos, “os filhos são reflexo dos pais quando ninguém está olhando”. Se você tem a mente aberta, é uma pessoa consciente de que os adultos criam as diferenças entre seus povos, não deixe de ler esse livro. Seu filho irá entender que mesmo em uma sociedade hipócrita, ele será um adulto melhor. Em um período com muitos discursos de ódio, uma criança com seu olhar e palavras inocentes, é capaz de nos tirar um sorriso e ensinar que o amor constrói uma vida feliz.


Um livro que rega as crianças com o olhar cristalino de quem sonha plantar primaveras para colher o fruto doce da humanidade. – Sergio Vaz

Apresentação

Na música “Amoras”, Emicida canta: “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. E é a partir desse rap que um dos artistas brasileiros mais influentes da atualidade cria seu primeiro livro infantil e mostra, através de seu texto e das ilustrações de Aldo Fabrini, a importância de nos reconhecermos no mundo e nos orgulharmos de quem somos — desde criança e para sempre.

Título original: AMORAS
Páginas: 44
Formato: 20.50 X 20.50 cm
Peso: 0.161 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 14/09/2018
ISBN: 9788574068367
Selo: Companhia das Letrinhas


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Resenha: Enterre seus mortos

terça-feira, outubro 23, 2018

Enterre seus mortos é um livro cheio de filosofias e suspense, da autora Ana Paula Maia.
A capa me chamou muita atenção, o que me fez ler o livro primeiro que os outros da minha lista. Quando li a sinopse falando “Edgar Wilson é “um homem simples que executa tarefas”. Trabalha no órgão responsável por recolher animais mortos em estradas e levá-los para um depósito onde são triturados num grande moedor. Seu colega de profissão, Tomás, é um ex-padre excomungado pela Igreja Católica que distribui extrema unção aos moribundos vítimas de acidentes fatais que cruzam seu caminho. 

A rotina de Edgar Wilson, absurda em sua pacatez, é alterada quando ele se depara com o corpo de uma mulher enforcada dentro da mata. Quando descobre que a polícia não possui recursos para recolhê-lo — o rabecão está quebrado —, o funcionário é incapaz de deixá-lo à mercê dos abutres e decide rebocar o cadáver clandestinamente até o depósito”, pronto, já me deixou curioso.

Fez entender como a situação de nossas vidas pode mudar de uma hora para outra e como nós iremos agir em momentos onde precisamos demonstrar amor pelo próximo. Faz críticas sociais de forma leve e culta. Claro que cada leitor irá interpretar de sua maneira, no entanto, a questão humana prevalece. Principalmente pelos amigos não deixarem um ser humano jogado na mata para ser devorado pelos abutres. Você poderá entender que o livro pode ser de ficção, realidade ou representação. Não importa, leia.


Enterre Seus Mortos me fez refletir sobre questões como governo, religião, profissionalismo, crime organizado e como nós podemos estar à mercê disso tudo diariamente. Uma narrativa surpreendente, um pouco lenta para alguns, mas acredito que para uma reflexão a narração está perfeita. Li uma vez e vou colocar na minha lista de leitura novamente, pois é um livro que todos precisariam ler e refletir. Minha dica como leitor é; não perca nenhum detalhe, pois perderá desfechos importantes desta história.

Título original: ENTERRE SEUS MORTOS
Autor: Ana Paula Maia
Capa: Guilherme Xavier
Páginas: 136
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.206 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 19/03/2018
ISBN: 9788535930672
Selo: Companhia das Letras