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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ritmo Louco é uma reflexão sobre o mundo, preconceito e a amizade

segunda-feira, maio 06, 2019

Ritmo louco, livro da escritora Zadie Smith
Ritmo louco é o primeiro livro que li da escritora Zadie Smith, lançado no ano de 2018 pela Companhia das Letras e gostei muito da obra.
A narrativa detalhada é da ex-assistente de uma famosa cantora pop, cujo nome nunca é citado, no entanto, ela começa a citar entre passado e presente como tudo aconteceu. Além disso, resgata sua história e sua amiga de infância, Tracey, que teve um futuro um pouco diferente do imaginado.

Filhas da mistura de negros e brancos, ambas moram em um bairro periférico de Londres, onde em um projeto social realizam aulas de dança.
A narradora tem uma família bem estruturada. Sua mãe é muito politizada, leitora de Trótysk, Karl Marx, entre outros pensadores contemporâneos. Já sua amiga Tracey cresce em um lar totalmente diferente, que apesar do seu talento, sua vida toma um caminho bem diferente.

Dentro da narrativa, cheia de ricos detalhes sobre consumismo, sermos livres e o que realmente importa na vida. Por exemplo, algo marcante para narradora foi lembrar que na infância, Tracey tinha uma cama cor de rosa com formato de uma carro esportivo da Barbie, parecia que o papai Noel tinha esvaziado seu trenó no meio do quarto. Será que darmos tudo aos filhos por melhor que seja nossa intenção irá ensiná-lo sobre como encarar a vida? 

Com famílias e criações diferentes, é nítido notar a diferença entre o que realmente é viver.
Gostei muito da história, da questão humanitária na África e de tudo que aconteceu no livro. Indico para quem quer ler um livro que traz uma reflexão sobre mundo, preconceito, amizade e família. Boa leitura e até a próxima. 


Sinopse: 

Duas garotas de ascendência negra sonham em ser dançarinas — mas apenas uma delas, Tracey, tem talento. A outra, a narradora, tem ideias: sobre ritmo e identidade, sobre música e raça, sobre o que torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade próxima, mas complicada, que termina abruptamente por volta dos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca esquecida. 


Ritmo louco começa com a narradora voltando a Londres após ser demitida de seu emprego como assistente pessoal de uma cantora pop mundialmente famosa. Ao perambular pela cidade, a história do passado vai sendo revelada — e Tracey tem papel fundamental nela. Alternando entre estes dois tempos, o do presente e os anos 1980 e 1990, Zadie Smith cria um brilhante romance de formação que coloca em movimento reflexões profundas e atuais sobre cor, raça, gênero e, sobretudo, pertencimento. 

Livro: 

Título original: SWING TIME
Tradução: Daniel Galera
Capa: Carlos di Celio
Páginas: 528
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Autor: Zadie Smith
Peso: 0.652 kg
Acabamento: Brochura com Orelha
Lançamento: 26/10/2018

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O Homem de Areia é uma narrativa com muito suspense do início ao fim

terça-feira, fevereiro 05, 2019

O Homem de Areia, publicado pela editora Alfaguara, selo do Grupo Companhia das letras; sem a menor dúvida, é um livro incrível. A obra do casal sueco Alexandra e Alexander Ahndoril, que usam o pseudônimo; LarsKepler, é realmente fascinante. O livro chama atenção pela capa, mas muitos podem ficar desanimados pelas suas 457 páginas. No entanto, uma coisa é certa, você irá ler o livro em menos tempo do que imagina. Eu me programei para ler o livro em 15 dias, mas li ele em 5 dias. Então, você pode ter certeza, o livro te prende do início ao fim. 

O livro fala sobre um serial Killer muito inteligente e manipulador chamado Jurek Walter, que foi preso pelo detetive Joona Linna alguns anos atrás; e condenado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Com capítulos curtos e uma narrativa incrível, há uma questão bem intrigante: até onde vai a mente humana? Até onde o ser humano pode ser mau para conquistar seus objetivos e até mesmo querer se vingar? Ou pode-se dizer que de médico e louco todo mundo tem um pouco? Aí você pensa: O que você faria quando um serial killer preso ameaça você, sua família e a família do seu parceiro que o ajudou na investigação? 

Os personagens são fortes, marcantes e inesquecíveis. Todos os personagens chamaram minha atenção e me fizeram despertar pensamentos sobre cada um deles e a vida que levavam. O que deixa o livro a cada página virada, mais e mais interessante. Aos que assistiram filmes como Hannibal e aos leitores de Agatha Christie irão se amarrar, afinal, o livro acaba te envolvendo de um jeito incrível. Faz você vivenciar cada momento do livro e querer entender quem é o homem de areia, como ele age e muitos outros detalhes. Mas eu não vou dar spoiler. Outra questão é a narrativa entre o presente e o passado dos personagens, dando a impressão de estar acontecendo tudo ao mesmo tempo, iguais a séries e filmes de suspense. Se você curte esses suspenses policiais, não pense duas vezes, LEIA O LIVRO: O Homem de Areia.




O livro

Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto. 
Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado.
Com capítulos curtos e ritmo alucinante, O homem de areia é um thriller envolvente sobre os limites da maldade.

“Um dos thrillers mais emocionantes dos últimos tempos.” — Sunday Times


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Carta de amor aos livros 2 : Leia um livro por favor

segunda-feira, dezembro 03, 2018

Carta de amor aos livros é o título do texto de Luiz Schwarcz, um dos fundadores da editora Companhia das Letras. Eu tive a audácia de colocar o mesmo título em meu texto por entender a preocupação de Luiz e ser solidário a essa causa. Também sou um amante de bons livros e não quero ver estampados nos jornais empresas propagadoras de cultura entrando em recuperação judicial por questões financeiras.

Muitos podem falar que as editoras não entenderam que o digital irá dominar. É o futuro. Neste meu simples texto, eu não estou aqui para criticar os erros dessas empresas que chegarem nesse ponto. O fato preocupante é aumentar o público de leitores no país, ou seja, incentivar o hábito de leitura. Essa é minha preocupação.

Como professor conheci alunos que não conseguiam ler e interpretar um texto. As desculpas são sempre as mesmas, ‘nossa tudo isso de texto’, ‘texto de novo’, ‘ai não entendi, fala pra mim’ e por aí vai. Uma matéria divulgado pelo jornal Estado de SP, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Isso é um grande problema.

Fico imaginando como essa galera perde de viajar, sonhar e ter opiniões embasadas ao deixar de ler um livro, um jornal e até mesmo uma tirinha. Eu já disse em outros posts aqui no blog que ler me ajudar a acabar com meu stress, mas nem todos são assim.

O pensamento que ler é ruim precisa ser mudado. Ler é gostoso e muito prazeroso. Com esse texto intitulado, ‘Carta de amor aos livros 2: Leia um livro’ - tento fortalecer o elo e não quebrar essa corrente em prol da leitura. Eu procuro fazer minha parte, mas sozinhos não somos nada. Juntos somos mais forte. Vamos comprar livros, doar livros, incentivar a leitura de seus filhos, parentes e alunos. Comece com apenas 5, 10, 15 minutos por dia, mas criar esse hábito ajuda muito.

Acredito que se fizermos um trabalho de formiguinha conseguiremos espalhar muita cultura pelo nosso país e pelo mundo. Essa é minha reflexão de hoje. Compartilhem essa ideia comigo em suas redes sociais.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Resenha: Livro o Sol na Cabeça traz originalidade na literatura brasileira

quarta-feira, julho 04, 2018

O Sol na Cabeça é o primeiro livro do escritor nacional, Geovani Martins. Seu livro é composto por 13 contos e já foi vendido para mais de oito países, além dos direitos para uma adaptação cinematográfica. A capa alaranjada e páginas amareladas atraem leitores, como sempre digo, não gosto de ler em páginas brancas. Acredito que muitos leitores também não.

O livro me surpreendeu. Estou acostumado a ler obras com uma linguagem, digamos que padronizada, com poucos erros e sem gírias. No entanto, esse livro é totalmente diferente. Geovani traz uma realidade brasileira, a metamorfose da comunicação, uma originalidade da língua, do povo. Me fez lembrar tempos de escola, do futebol com os amigos, como não nos preocupávamos em falar certinho e sim da nossa comunicação fluir em cada grupo, seja com a galera do skt, do futebol, dos nerds e por aí vai. 

É um livro que toca e prende o leitor. Faz você analisar o mundo com outros olhos. Em um de seus textos, intitulado, “Como a Favela me fez Escritor, Geovani diz que a “favela hoje é centro, gira em torno de si, produz cultura e movimenta a economia. O favelado cria e consome como qualquer outra pessoa do planeta”. E em seu livro é possível notar isso, essa realidade. Não importa sua classe, sua origem, todos tem um talento único. Um deles foi encontrado e se destaca como um escritor fenomenal, o nome dele é Geovani Martins. Que venham mais livros e talentos nacionais.

Apresentação

Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades próprias da idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. 

Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.

Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade. 

“Geovani pula da oralidade mais rasgada para o português canônico como quem respira. Uma nova língua brasileira chega à literatura com força inédita.” — João Moreira Salles

“Fiquei chapado.” — Chico Buarque

“Se Lima Barreto estivesse vivo, sem dúvida leria com emoção as narrativas deste livro tão necessário em tempos de intolerância, ódio e ignorância.” — Milton Hatoum

"'O sol' vai muito além da 'literatura de favela', seja lá o que isso for, é simplesmente ótima literatura moderna, e ponto. [...] Pequeno grande livro, emoção do início ao fim, bagulho doido." — Nelson Motta

“O livro mais importante da literatura recente.” — Marcelo Rubens Paiva


Ficha Técnica

Título Original: SOL NA CABEÇA, O
Autor: Geovani Martins
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 120
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.186 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 02/03/2018
ISBN: 9788535930528
Selo: Companhia das Letras



Confira outras resenhas dos livros: Hippie e A Incendiária


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Resenha: A Incendiária de Stephen King, Um clássico bem atual

quarta-feira, junho 06, 2018

Conforme prometido, hoje é dia de resenha. O livro é o clássico de Stephen King, intitulado “A Incendiária, publicado este ano pela Editora Suma. Nem preciso falar, que assim que recebi me impressionei logo de cara. O livro é capa dura, em alto-relevo e muito bem detalhada nas cores laranja, branco e preto.
Em suas páginas amareladas, contém detalhes nas folhas, como se elas tivessem sido queimadas, o que atrai muito o leitor.

Com relação a narrativa, ela é bem característica de King, longa e bem pensada. Algumas pessoas que eu conheço leram e acharam um pouco mais complicada de finalizar. Eu particularmente, procuro fazer minhas leituras de uma forma diferente. Tento analisar com outros olhos. Leio com a esta pergunta na cabeça, “o que será que o autor quis passar com essa história”?  

Vamos lá. O livro pode ser encarado como uma ficção científica de caráter realista.  Sim, nele é contado uma história de dois universitários que se tornam voluntários para um experimento científico. Ela é comandada pela “Oficina”, uma organização governamental clandestina. Isso me fez refletir sobre quantas organizações dessas possam existir e até pensar na questão das indústrias farmacêuticas e seus testes. 

Os dois tiveram um filha, a Charlie, uma menina pequena e poderosa. A garota Charlie tem poderes que interessam ao governo, pois ela tem um poder muito incrível, o fogo. No entanto, pensei; a mulher, o feminino, também tem um poder atualmente. Ou seja, de ser mulher em uma sociedade machista. Ela cresce a cada dia e ganha mais visibilidade no mercado de trabalho e muitas outras áreas. Personalidades se destacam pela sua rebeldia. Rebeldia leva a liberdade, mas tudo tem um preço. E o livro também mostra isso. Cada escolha, uma renúncia.

E realmente concordo com Grady Henderson em seu posfácio, “Fantasia Paranoica sob Efeito de Speed”, em algumas partes do livro, palavras como “penetrar as defesas dela”, “arrombá-la como um cofre”, dão conotação sexual. Além de ter questões freudianas envolvidas, relacionando sexo e fogo.   Claro que cada leitor irá interpretar do seu jeito, mas esse clássico chamou muito minha atenção. Uma obra da década de 80 bem atual para nossos dias.


Ficha Técnica


Título original: FIRESTARTER
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 450
Formato: 16.20 X 23.80 cm
Peso: 0.788 kg
Acabamento: Capa dura
Lançamento: 06/04/2018
ISBN: 9788556510617