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quarta-feira, 11 de maio de 2022

O lançamento do livro e da história em quadrinhos

quarta-feira, maio 11, 2022


O lançamento do livro - 'Brinquedos reciclados' e da história em quadrinhos - 'O mistério da Ilha' foi surpreendente. Uma emoção difícil em descrever. Certamente, foram anos de trabalho para conseguir desenvolver os personagens e as histórias. Debates com amigos e os ilustradores Dias e Keca Ventura até sair o trabalho final. No entanto, um trabalho recompensador e gratificante. Por isso, repito inúmeras vezes, não desista dos seus sonhos. Persista e insista até chegar a hora da conquista. 


O lançamento no Caraguá Praia Shopping contou com a presença de pessoas importantes pra mim. Se eu for começar a escrever, meu texto terá apenas nomes dessas pessoas. Mas, para resumir, foram importantes para o lançamento a família, os amigos, os parceiros e os artistas regionais. O livro e a HQ homenageou o Mestre Joca e o Jupyra, artesãos conhecidos da nossa região e fora dela. As histórias de ambos trabalhos passam na região norte de Caraguatatuba e relatam a importância de preservamos o meio ambiente, a cultura e tradição caiçara. 


Para aqueles que compareceram, gostaram bastante. O mais importante, ouve uma reunião das tribos mostrando que a cultura, se depender dos fazedores dela, estará em constante movimento e evolução. Juntos somos mais fortes. Cada um em seu segmento, mas em prol do mesmo objetivo. 


Durante o evento, pude conhecer pessoas incentivadoras do meu trabalho no jornal Massaguaçu. Por exemplo, leitores da região norte e sul da cidade. Pessoas  das quais eu não conhecia e elas também não me conheciam pessoalmente. Leitores do meu trabalho no jornal e admiradores, afinal, quiseram dedicatórias nas obras. Me emocionei ao saber e conhecer tais pessoas. Alguns artistas locais e fazedores da cultura com muito mais história e bagagem na mala do que eu.


Tais fatos mostraram, ou melhor, comprovaram pra mim, que ser um Peão das Letras faz toda diferença. Por isso, leia mais, viva mais, sinta os momentos, seja mais livre e entenda que em terra de algoritmo, quem pensa fora da casinha é rei.

terça-feira, 8 de março de 2022

No país dos contrastes, livro de Edmar Lisboa Bacha

terça-feira, março 08, 2022



No país dos contrastes - Memórias da infância ao Plano Real, livro de Edmar Lisboa Bacha, faz parte do novo selo - História Real - da editora Intrínseca. O livro começa com o prefácio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A obra tem duzentas e quarenta páginas de uma trajetória pessoal e política do escritor. Desde lembranças de sua infância em Minas Gerais, trabalhos, estudos dentro do Brasil e fora do País. 


Algumas questões chamaram a minha atenção, a primeira sua persistência e a segunda é ser decidido em suas opiniões, todas com base científica. Com uma carreira incrível, Bacha traz detalhes da época de um cenário de incertezas na retomada da inflação, o rompimento do teto de gastos, o elevado desemprego e o risco de descontrole fiscal.


No entanto, a obra No país dos contrastes conta também sobre a participação de Bacha na Presidência do IBGE na década de 80 e a presidência do BNDES nos anos 90. Além de sua participação na criação dos Planos Cruzados e Real.


Eu particularmente não conhecia os livros de Edmar e não imaginava a contribuição econômica que ele deu ao Brasil, mas realmente me surpreendeu a facilidade em sua escrita. Com uma narrativa leve, concordo que Bacha também poderia ter sido um excelente jornalista, além de escritor, economista e professor universitário. 


Vale lembrar que Edmar Lisboa Bacha escreveu e organizou mais de vinte livros. Em 2017 foi empossado na cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras e em 2019 conquistou o segundo Prêmio Jabuti da carreira. 


Por isso, indico a leitura para qualquer pessoa interessada em entender de forma simples e direta, um pouco sobre fatores da economia nacional. Realmente concordo com o que disse Fernando Henrique Cardoso sobre o livro No país dos contrastes, "no fundo Bacha faz um inventário de sua obra." Uma boa leitura a todos vocês e até a próxima. 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Nazismo = Holocausto

domingo, fevereiro 20, 2022

Ilustração/Dias

Que vivemos tempos obscuros na imprensa, isso é um fato. As redes sociais estão aí de vento em poupa e muitos comunicadores/influenciadores acreditam ter o direito de falar o que bem entendem sem responsabilidade. O youtuber Bruno Aiub, mais conhecido como Monarka, ex-apresentador Flow Podcast, defendeu durante seu programa (que já foi retirado do ar), a formalização de um partido nazista no Brasil. Esse fato fez Monarka ser demitido. Em sua defesa, ele disse estar bêbado quando fez suas declarações. Mesmo assim, seu posicionamento ideológico fez a empresa perder patrocinadores e até artistas pediram para que suas entrevistas fossem retiradas do ar. Além deste caso, o comentarista e escritor da Jovem Pan, Adrilles Jorge fez um gesto (levou a mão estendida à altura do rosto) ao fim do programa que foi associado ao nazismo. O comentarista alegou estar dando tchau, no entanto, a empresa Jovem Pan o demitiu.

Não há desculpa para essa expressão de ódio camuflada como liberdade de expressão de ambos comunicadores. A normalização de um partido ou grupo de extermínio marca a decadência política em nosso país. Aceitar o nazismo é aceitar o extermínio de pessoas. E isso, não pode ser aceito.


Talvez, utilizando o bom e velho jornalismo, baseado em pesquisas históricas e declarações de pessoas que viveram no período do Holocausto, é fácil encontrar dados sobre o assunto. Talvez se esses coleguinhas tivessem estudado história ou lido bons livros, não defenderiam essa bandeira. A vida real é bem diferente da virtual. Pessoas sofreram e muito nessa época, seja nas câmaras de gás e desnutrição. Morreram milhões de pessoas, entre eles Judeus, Testemunhas de Jeová, Negros, Deficientes físicos, e por aí vai; além de pessoas gêmeas serem usadas como experimentos médicos.


A liberdade de expressão não autoriza fazer uma apologia ao nazismo. Espero que a constituição brasileira seja respeitada, afinal, a veiculação de símbolos, emblemas e propaganda relacionada ao nazismo no País é crime inafiançável. O bom jornalismo tem uma responsabilidade ainda maior nos tempos de hoje para desmascarar propagandas e as Fake News sutis que incitam o ódio das pessoas uma contra as outras. Ainda há esperança.   

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Em busca do Ponto de Equilíbrio

quinta-feira, fevereiro 10, 2022


Que Jah nos proteja em mais um ano onde não sabemos como vai ser. Nessa loucura de mundo, entre o certo e o errado, sigo em busca do meu ponto de equilíbrio e de não ser contaminado por esse sistema falido pelo ódio, afinal, acredito que o bem sempre vence o mal. Os homens continuam na sua luta pelo poder, dinheiro e seus prazeres (não que seja errado, mas quando isso se torna mais importante na vida, aí há o perigo). Enquanto canalizam suas energias em busca de coisas, muitas vezes sem se importar com o humano, não conseguem ver que toda essa busca é vã. E quando encontram pessoas do bem, brilhando com todos os obstáculos da vida, chega de forma direta ou indiretamente com aquele zóio de lula querendo saber como você consegue ser assim, rir, viver e ser feliz. 

Bom, a vida se torna um labirinto para quem não sabe o que quer e não tem um objetivo ou ideal a seguir. Aí fica mais difícil mesmo. Infelizmente nem todos sabem amar a vida e tudo que já conquistou nela. Só gastam tempo reclamando. As coisas simples da vida fazem muita diferença. Nem todos conseguem enxergar, pois estão cegados pelo sistema. Mas, como dizia o poeta Cazuza, vamos ter piedade daqueles “que vagam pelo mundo derrotados, pra essas sementes mal plantadas que já nascem com cara de abortadas; pras pessoas de alma bem pequena remoendo pequenos problemas, querendo sempre aquilo que não têm(...)Pra quem não sabe amar. Fica esperando alguém que caiba no seu sonho. Vamos pedir piedade, senhor, piedade, pra essa gente careta e covarde. Vamos pedir piedade, senhor, piedade, dê lhes grandeza e um pouco de coragem.”

Enquanto os fracos e invejosos não conseguem apreciar boas qualidades e de propagar o amor, eu sigo em busca do ponto de equilíbrio com um dos lemas do Hélio Bentes, “Só quero o que é meu. Eu não quero o demais ninguém. Só estou indo buscar o que Jah me deu.” Desta forma, continuo minha caminhada entre a loucura e a razão. Vivendo, aprendendo e seguindo a magnitude da vida nessa metamorfose ambulante sem perder a minha essência e valores.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Livro: Natasha de Gabriela Rocha apresenta vários dilemas humanos

sexta-feira, maio 22, 2020

O livro Natasha: cortinas fechadas, olhos bem abertos, da escritora Gabriela Rocha e publicado pela editora Autografia me intrigou desde quando o recebi. Ele sempre me chamou atenção e mesmo estando na fila de leituras enfim chegou sua hora. O carinho da autora em me enviar uma carta e assinado, não de forma digital, mas do modo convencional, demonstrou o carinho que tem pelo leitor de sua obra. Acredito que todos poderão ver pela embalagem que me enviaram. Tem adesivo, botons e os que está enrolado de vermelho, bom, aí já não posso falar, mas agradeço muito o gesto carinhoso mais uma vez.  

O livro tem páginas lindas e mesclam pintura com os contos. Páginas grossas, bem impressas e com cores bem vivas. Bom, eu na capa sempre achei que é uma faca, não sei por que, mas, faz parte. Como sempre digo, cada leito(a) irá interpretar de uma forma e ao mesmo tempo se identificar com algum dos personagens.

Tenho que concordar com a autora quando me disse “o verdadeiro espetáculo não acontece no palco, mas dentro de cada um de nós”. Isso é um fato e Natasha, junto com seus colegas de trabalho sabe mostrar bem isso. Foi o primeiro livro que recebi com contos encantadores realmente. Para quem for ler esse livro, leia fazendo reflexões e transformações do nosso dia-a-dia. Veja como situações se repetem e os problemas surgem. Está preparado? Já conhece seus monstros interiores? Qual é sua filosofia pra vida? 

Entre e assista a esse espetáculo de narrativa e a suas imagens e entenda: “As cortinas podem até se fechar nesse circo, mas seus olhos precisam estar bem abertos para compreender”. Espero que gostem da leitura e até a próxima.






terça-feira, 5 de maio de 2020

'E DAÍ? LAMENTO. QUER QUE EU FAÇA O QUÊ?'

terça-feira, maio 05, 2020

Ouvi muito essa frase nos últimos dias: 'E DAÍ? LAMENTO. QUER QUE EU FAÇA O QUÊ?' Foi aí que comecei a refletir que essa pode ser a resposta para muitos questionamentos de nós meros mortais.
Vamos lá refletir. Achamos a solução pra tudo.

- Mortes causadas por causa da Covid-19
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
- A Pobreza
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
- Pessoas morrendo de fome
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Mudanças climáticas
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Destruição da natureza
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Guerras
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Desigualdade e discriminação
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Discursos de ódio na internet
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Intolerância religiosa
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Corrupção
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Narcotráfico e abuso de drogas
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Crise na educação
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Degradação Moral
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?
Suicídio
R: E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?

Viram? Se alguém te perguntar já sabe como responder de maneira simples, direta e amorosa, afinal, o amor anda cada vez mais quente entre as pessoas. É só olhar ao seu redor. Todo mundo se preocupando com o próximo, fazendo seu isolamento, respeitando assim as ordens da OMS (Organização Mundial de Saúde). E os outros que realmente precisam sair de suas casas também, todos com máscaras, alguns com luvas e álcool em gel. Que o amor prevaleça sempre, porque o ódio parece já ter tomado conta. Mas o que dizer do crescimento do ódio pelas pessoas? E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Uma morte anunciada

quinta-feira, abril 30, 2020
Ilustração: Luck Murídeo

Durante minha caminhada de manhã, paro na calçada em frente à praia. O sol me observa. Sei que está, pois minha pele começa a esquentar. Parece que o cheiro de mofo da minha pele começa a sair. Sinto cansaço! Não sei se é pelo isolamento social causado pela Covid-19 ou pela minha falta de exercícios físicos. Uma leve brisa do mar paira sobre mim. Parece querer minha atenção. Olho para o mar enquanto retomo o fôlego e observo sua imensidão.  Em sua solidão é possível notar pequenas ondas indo e voltando bem próximo da areia, que por sinal, aparenta estar mais limpa. Ao olhar mais distante, mesmo sem conseguir ver o fim de suas águas, noto uma piscina de água salgada, sem barcos e pessoas usufruindo dele. Solitário igual a mim nessa caminhada.

Após descansar, continuo a caminhar. A reta que pretendo seguir parece não ter fim. Mas não vou desanimar. Sigo mais alguns metros. No entanto, observo fitas amarelas e cones bloquearem a passagem em alguns trechos. Paro novamente e começo a refletir. Antigamente; não muito antigamente. Acho que não faz nem dois anos, um Deck muito lindo por sinal, foi criado nessa avenida da praia. Um madeiramento tratado, onde as pessoas poderiam correr, caminhar e ao mesmo tempo observar a imensidão do mar. Volto a caminhar em passos mais lentos. Vou pensando durante o caminho. Passei algumas vezes por ele. Via pessoas no deck fazendo suas famosas selfs, afinal tinha ficado muito lindo e outras pessoas precisavam ver um dos pontos turísticos da região norte de Caraguá. Não sei se é minha paixão por esse lugar, mas acho essa região uma das mais lindas da minha cidade.

Infelizmente o previsível aconteceu. O mar, mesmo em sua solidão e como qualquer ser humano, tem seus ataques de nervos quando invadem o que é dele, invadem sua privacidade e até mesmo por topar com uma simples pedra pelo caminho. Mas quando não respeitam o poder da natureza esse marzão também sabe a fúria que têm e rebate aqueles que o trataram com desdém. Resultado; pós-ressacas, o deck precisou ser desmontado. Depois começou a ceder e se despedaçar. Atualmente, quem passar por ele verá fitas, cones e buracos na calçada, causado pelo desrespeito e até mesmo mau planejamento na construção do Deck. 

Realmente lembro ter dito aos amigos, nas rodas de conversas que a obra por mais linda, já era ‘uma morte anunciada com nosso dinheiro’. Não sou engenheiro, mas o simples fato de vergalhões de ferro no mar? Até eu sei que a maresia destrói mais que cupim e isso não daria certo. Chuto uma pedra e sinto o sol me queimar mais minha pele. Paro de pensar. Bate um desânimo e interrompo minha caminhada. Dou meia volta. Não sei se pela preguiça ou pela feiúra do ex deck, ou sei lá como pode ser chamado hoje em dia. Sigo meu caminho de volta para casa, afinal, preciso passar no mercado, comprar pão e tomar meu café.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Os efeitos do café na quarentena

terça-feira, abril 28, 2020
Ilustração: Luck Murídeo
Pego minha caneca no armário da cozinha.  O cheiro do café fresquinho me consome ao ponto de me dar água na boca.  Vou até a cafeteira e retiro sua jarra. Coloco em minha caneca café. Adoço suavemente para não estragar o gosto do café e elevo minha caneca até a boca. Durante o primeiro gole parece que a cafeína me acalma. Da janela da cozinha olho para rua. Sem nenhum movimento, não vejo as pessoas caminhando ou passando próximo de casa. Tudo está muito quieto e sombrio.  

São 6 horas da manhã e o vazio ainda toma conta da rua. Apenas para um mero e simples detalhe. Dou mais um gole no café. Agora parece que o morno do café com seu suave amargor tomam conta de mim. Meu pensamento volta a refletir para o mero e simples detalhe. A rua está vazia e sombria, mas a natureza já está na ativa. As folhas das árvores próximas da minha casa se mexem levemente. Os pássaros no céu azul e sem nuvens permanecem voando. Alguns param entre os fios de alta tensão. Outros de uma árvore a outra. Já os periquitos-verdes fazem muito barulho, eles são muitos e não devem estar de quarentena.  Consigo apenas ouvi-los, mas não observá-los. A quarentena deles é diferente.
A solidão da quarentena que me consumia desaparece. Durante o terceiro gole do bom café começo a pensar em quão grandiosa é a natureza. Somente um Deus poderia criar algo tão incrível e extraordinário que até hoje nenhum humano conseguiu copiar.

Percebi que a quarentena por mais solitária que seja é um momento de reflexões. Pra mim é observar de como somos meros coitados e mortais assustados e amedrontados.  Um simples vírus pode acabar com a vida humana de muitos. Além disso, durante a quarentena, ficando em casa é possível valorizar as coisas simples da vida como a família, a natureza e o de fazer o bem ao próximo.  Coisas que no dia a dia corrido da humanidade poucos se importavam, mas na hora da morte e da tragédia todos aprendem serem iguais uns dos outros. Essa foi minha reflexão. 

No quarto gole, sinto que o café acabou. Um carro de som com propaganda da prefeitura passa pela rua de casa e diz: “fique em casa”. Minha viagem mental me faz voltar para realidade mundial. Cuidado com o CIVID-19. Evite aglomerações. Por mais problemas econômicos que possamos ter por causa da pandemia, dinheiro a gente recupera, mas uma vida não. Largo meu minha caneca na pia. Saio da cozinha e vou passear até a sala. Sento no sofá. Ligo a Tv e conecto na Netflix. Começo a passar pelos títulos de filmes e séries. Qual o que escolher? Ainda não sei, acho que vou fazer  mais um pouco de café para saber qual efeito vai ter dessa vez.  


segunda-feira, 23 de março de 2020

A Vida é feita de promessas

segunda-feira, março 23, 2020

Agora são 3h40, na madrugada de quinta-feira (5). Não sei se foi insônia, ansiedade ou algum sonho me acordou.  Levanto; olho pela janela a solidão da noite lá fora. Só consigo ver folhas se mexendo nas arvores por causa do leve e suave vento. Puxei a cadeira e sentei. Liguei o computador que está em cima da mesa e veio na mente escrever sobre PROMESSAS.
Segundo o dicionário Houaiss, a palavra PROMESSA significa um compromisso oral ou escrito de realizar um ato ou assumir uma obrigação.  Isso me faz lembrar-se de acontecimentos em nossas vidas. Já parou para pensar quantas promessas ouvimos ou já fizemos até agora?

Quando crianças ouvimos promessas de nossos pais em diversos quesitos. Talvez se nos comportássemos na escola, na casa de um parente ou coisas desse tipo poderíamos ganhar um presente, uma regalia por tal feito. Essas e muitas outras, você, caro leitor, estimada leitora irão se lembrar. Quando estamos na adolescência, momento de descobertas e rebeldias. Prometemos aos nossos pais chegar no horário combinado, alguns cumpriam, outros contavam histórias para se safar do castigo. Esses são pequenos exemplos para nossa reflexão, ou melhor, como diz o nome da página deste jornal, para provocações em nossas mentes.

Quando estamos adultos a coisa aparenta mudar de figura. Estamos mais velhos, experientes e achamos que dificilmente seremos enganados, não é mesmo? Talvez sim, talvez não. Provoque sua mente. Aos casados, há a promessa de felizes para sempre como nos contos de fadas. Com amigos há promessas de lealdade e muitos acabam nos decepcionando. Traem-nos e apunhalam pelas costas. Em tratos comerciais acabamos acreditando nas promessas de pagamentos nas datas corretas e não são cumpridas. Aí já entra o desespero em pensar: será que um dia vou receber? Na religião também há as mais diversas promessas. Conheço gente que vende até um terreninho no céu, prometendo para o coitado do fiel uma vida segura e prospera lá em cima. E o que falar de políticos?

Aí são promessas que não acabam mais. Já vimos político messias, do povo, ditador, analfabeto, estudioso, especialista, comediante, ator pornô, sambista e assim por diante. Todos com as mais belas promessas. Se vão cumprir ou se cumpriram o que prometeram aos seus eleitores, já é outra história.  Somente você poderá saber, afinal, o voto de confiança em suas promessas foi seu.
Mas, será que criamos muitas expectativas nas promessas e culpamos os outros? Pode até ser, mas, mesmo adulto ou mais idoso, temos o mesmo pensamento de uma criança – ‘não prometa aquilo que não se possa cumprir’. E assim seguimos nossa a vida com essas promessas e nos iludimos em acreditar nelas. O sol está raiando e eu parando de escrever esse texto que ninguém vai ler por ser uma pequena viagem. 

quarta-feira, 18 de março de 2020

Livro Tipos Incomuns (Algumas histórias) de Tom Hanks

quarta-feira, março 18, 2020

Hoje falarei sobre o livro ‘Tipos Incomuns (Algumas histórias)’, de Tom Hanks, publicado pela Editora Arqueiro no ano de 2017. Fazia tempo que eu tinha comprado a obra por saber que este é o primeiro livro de Hanks. Conheci o Tom através das telonas, seja atuando em filmes como em roteiros e direção. Mas é claro o talento de Tom Hanks como escritor. Com uma narrativa simples e com histórias interessantes do dia-a-dia das pessoas, a obra faz o leitor viajar em todos os detalhes. Em algumas situações; eu acredito que muitas pessoas irão se identificar.

São momentos na vida onde cada situação traz uma reflexão, seja ela encarada de forma engraçada ou não. Além da narrativa, percebi nos textos, o amor por máquinas de escrever que Hanks tem. Isso está nítido em todas as histórias, afinal, a máquina de escrever é citada sempre. Tenho que concordar com Tom Hanks, ter uma máquina de escrever em casa e deixar ela guardada não é uma coisa muito legal. 

A máquina precisa ser usada, ter vida útil. Eu tenho uma. Ganhei uma Olivetti portátil de um amigo, está em perfeito estado de conservação. Gostaria de escrever mais nela, mas depois de ler o livro de Tom Hanks percebi até um mercado empresarial futurista para usar minha filha Olivetti.
Algumas crianças nem devem saber o que é uma máquina de escrever, como foi uma tecnologia avançada no passado e como ela era útil. Hoje, nem todos sabem de sua utilidade e história.   Até a próxima leitura.

Tom Hanks é ator, roteirista e diretor, além de produtor pela Playtone. Textos seus já foram publicados no The New York Times, na Vanity Fair e na The New Yorker. Este é o seu primeiro livro de ficção, que gira em torno de uma das paixões do autor. Dono de mais de 100 máquinas de escrever, Tom Hanks redige suas histórias num notebook.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

‘Ciúme Assassino’, um filme triste e muito real

terça-feira, fevereiro 18, 2020
Reprodução/YouTube

Ciúme Assassino conta a história de uma adolescente tímida que fica feliz pelo seu relacionamento com um atleta popular de sua escola. Parecem coisas de sonho. No entanto, a realidade é muito diferente do que se pode ver e em pouco tempo, o rapaz de seus sonhos se torna um homem abusivo e perigoso. Conseguirá notar a tempo de fugir dele?
Aí a história se desenrola. Muitos casos parecidos ocorrem na vida real e quão difícil deve ser para quem sofre tais abusos. 

Mulheres diariamente sofrem violência doméstica e assim como a jovem do filme ficam com receio de falar. Isso é um problema muito sério.
Em diversas cenas do filme, há situações constrangedoras, onde a jovem sofre por mensagens de texto, pelo estilo da roupa e até mesmo por conversar com outras pessoas.

Quando a menina pensava em tomar coragem, o namorado prometia mundos e fundos, desde que foi um pequeno acesso de ira, até mesmo em fazer tratamento. Mas não adiantou nada. Primeiro porque ele não fez tratamento psicológico e segundo porque não procurou melhorar em nada, ou seja, promessas apenas para deixar a moça dominada por ele.

Amizades perdidas e uma vida em torno do namorado, procurando fazer tudo para agradá-lo. Ela mesma não vivia, apenas vegetava. Triste e ao mesmo tempo uma realidade não só no Brasil como em outros países também.
O resultado? Somente assistindo o filme para saberem o desfecho dessa história. Não vou dar spoiler, mas incentivo quem não assistiu que assista. Vale muito apena. 

Às vezes um filme como esse pode nos alertar sobre ter um relacionamento abusivo e extremamente perigoso. Pode não ser muito fácil dar um basta, no entanto, é necessário e muito importante das um fim nesta situação. Isso fará bem para quem sofre tais agressões, evitando traumas futuros não apenas para a agredida como para familiares e amigos.

Veja algumas cenas

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Livro ‘Noite sem fim’ de Agatha Christie é como sempre, surpreendente

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

O livro Noite sem fim, da escritora britânica Agatha Christie, publicado pela editora Folha é surpreendente. Digo isso, pois estou acostumado a ler os livros de Agatha e geralmente acerto nos palpites de casa suspense. No entanto, nessa história, além de não ter o detetive Hercule Poirot, o final me surpreendeu e muito.
Não importa se você conhece as obras da autora, ou se é a primeira vez que irá ler, esse livro é totalmente magnífico. Tanto pela narrativa quanto a forma que a trama se desenrola.
Cássio Starling Carlos, crítico da folha, resume bem quando diz, 
“Os versos da canção que o impetuoso Mike adora ouvir sua doce Ellie entoar simbolizam o contraste insuperável entre pobreza e riqueza, felicidade e cobiça, paixão e traição que Agatha Christie espalha entre as pistas falsas desse romance publicado em 1967. Um lugar amaldiçoado, uma cigana que cospe impropérios e um grupo de personagens ambíguos e ambiciosos agregam outras sombras ao mistério de uma morte súbita. Novato ou veterano, o leitor de Christie sempre descobre que nada é o que parece. Disfarçada de autora inofensiva, a escritora primeiro cativa e, quando já é tarde demais, anuncia que nesta caixa de belos bombons alguns estão envenenados”.
Por aí você já consegue imaginar a loucura deste livro. Acontecimentos marcantes tiram o fôlego de qualquer leitor. Eu não darei spoiler, mas incentivo você a ler, pois irá se surpreender. Nem tudo é o que parece, isso você pode ter certeza. Bom, agora irei começar a ler o livro ‘Tipos Incomuns’, obra escrita por nada mais nada menos que Tom Hanks. Até a próxima.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Coringa, um filme de muita reflexão social

terça-feira, fevereiro 11, 2020
Foto: Divulgação

Coringa é um filme de drama social e psicológico sofrido pelo comediante Arthur Fleck. Desprezado por uma sociedade egoísta e hipócrita Arthur começa a se questionar sobre aspectos da vida.  Joaquin Phoenix venceu o prêmio de Melhor Ator por sua atuação em Coringa no Oscar 2020 e também merece destaque. Que papel incrível ele tem no filme. Além de ter emagrecido muito para fazer esse papel. Outra vitória do filme na noite do Oscar foi o de Melhor Trilha Original. 

Mas o ponto de reflexão do filme, no qual me chamou muita atenção foi à indagação de Coringa: ‘Sou só eu ou o mundo está ficando mais louco’?
Acredito que o mundo está ficando louco em uma sociedade mudando seus valores. Por exemplo, poucas pessoas hoje se preocupam com as outras, afinal se eu estou bem, o outro é problema dele. Estamos esquecendo-se do olhar humano, de amar o próximo, de pensar no outro, de se colocar no lugar do outro.

Por outro lado, vemos pessoas que apenas para ter admiração dos outros, isso sem dizer de fama, passa por cima como se fosse um trator. Se tiver no caminho e se houver a possibilidade de ofuscar meu destaque perante os outros, pode ter certeza vão te tirar de circulação de uma maneira ou de outra.  
O mundo continua mais louco, políticas públicas pouco debatidas, o pobre desprezado e mais pobre. Apenas com seus discursos manjados de solidariedade, o rico fica cada vez mais rico.

No entanto, se a vida não tiver fácil e a sociedade te criar um vilão, pode ter certeza que a culpa será sua, da sua família, da sua classe social. E pode ter certeza meu caro leitor ou leitora, no mundo de hoje, cada pessoa pode ter ou criar um Coringa dentro dela. O Problema será se ele despertar.

Veja o Trailer

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Filme ‘Ma’ mostra que traumas de infância podem mudar a vida das pessoas

quinta-feira, fevereiro 06, 2020
Foto: Reprodução - YouTube

Ma, um filme que me impressionou e me tirou o fôlego. Me fez repensar muito sobre a questão de Bullying e como esses acontecimentos podem traumatizar uma pessoa para o resto da vida. Bem preocupante essa questão.
Ma é um filme de suspense e terror psicológico estadunidense de 2019, dirigido por Tate Taylor, com roteiro de Scotty Landes e Taylor, e uma história de Landes.

A vencedora do Oscar® Octavia Spencer é Sue Ann, uma mulher solitária e discreta numa tranquila cidade de Ohio. Um dia, ela é abordada por Maggie, uma adolescente nova na cidade (Diana Silvers, Glass), para comprar bebidas alcoólicas para ela e seus amigos, onde Sue Ann vê a chance de ter suas próprias - mais jovens e desavisadas - amigas. 

Ela oferece aos jovens a chance de evitar beber e dirigir, ao convidá-los para conhecer o porão de sua casa. Mas há algumas regras da casa: um dos jovens tem que ficar sóbrio. Não falar palavrões. Nunca subir as escadas. E chamá-la de "Ma". Mas, à medida que a hospitalidade de Ma começa a se tornar uma obsessão, o que começou como um sonho para os adolescentes se transforma em um pesadelo aterrorizante, e o porão de Ma passa de "melhor lugar da cidade" para o "pior lugar do mundo".

Se você assistir ao filme perceberá que nem sempre é legal ir à casa de estranhos e muito menos beber sem limites, afinal, gente com problemas psicológicos é o que mais podemos encontrar nos dias atuais. Lembre-se que cada pessoa tem uma história de vida, seja ela com traumas de infância ou não. No entanto, tudo é perigoso e qualquer vacilo pode ter duras consequências. Nossos pais já diziam, ‘não converse com estranhos’ e a obediência protege. Todo cuidado é pouco, pense nisso!!!  

Veja ao Trailer

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Livro Agosto de Rubem Fonseca tem 'histórias e estórias'

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

O livro Agosto de Rubem Fonseca, mistura ficção e história. É uma narrativa policial que traz romance, violência, escândalos políticos e a imprensa brasileira.
O livro já começa assim, no dia 1º de agosto de 1954, no Rio de Janeiro, capital da República, um empresário é assassinado e outro crime é planejado na sede do governo federal. O atentado frustrado contra o jornalista Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas, causará uma das maiores reviravoltas da história do Brasil. 

Um dos maiores sucessos de crítica de Rubem Fonseca, Agosto nos questiona: em que medida a história de uma pessoa e a história de um país se determinam, se diferenciam e se assemelham? Ao misturar com maestria história e ficção, o autor encontra a resposta: a boa literatura.

Eu particularmente gostei muito da narrativa mesmo ela dando umas quebradas na sequência da leitura. Além de resgatas o bom e velho jornalismo muitas vezes traz a questão da importância dos jornalistas serem imparciais. Ao mesmo tempo deixa uma dúvida sobre: Jornalista é realmente imparcial?  Aí já é uma longa história.

Mattos, um comissário da policia me chamou atenção pela forma de trabalhar e pelo amor a profissão. Algo raro nos dias de hoje. Quem ler a obra poderá voltar à história e tirar suas conclusões sobre o que pode ser ‘história ou estória’. Algumas pessoas se identificarão com acontecimentos, fatos possivelmente reais e outros não. A narrativa da obra é bem simples, intensa e imparcial, sem fazer críticas ao momento relatado, no entanto, faz o leitor tirar suas próprias conclusões. 

Mas, tudo que li no livro tem um pouco de verdade, principalmente quando envolve política, poder, mulher e dinheiro. Quatro coisas incrivelmente sedutoras desde que o mundo é mundo. Aos leitores dessa incrível obra contemporânea eu só posso dizer: boa leitura e viaje no tempo. Pense se acontecimentos do passado ainda acontecem nos dias atuais.  

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Resenha: A volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne

quarta-feira, janeiro 15, 2020

A volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne foi minha primeira leitura no ano de 2020. Esse livro, publicado pela editora Pricpis me fez refletir sobre o que o escritor Leandro Karnal publicou no Caderno 2, do jornal Estado de São Paulo, no dia de hoje(15). Seu artigo intitulado ‘Ler e viver’ tem uma parte muito interessante que diz, “Ler é atingir maioridade intelectual. Ler traz idéias, contesta versões, estimula autonomia. Ler retira da zona de conforto e provoca disrupturas existenciais. Ler é um passo na direção do infinito e um caminho sem volta na busca de si e de sentido. Se você quer total tranqüilidade e senso comum dominante, evite livros, fuja de bibliotecas e afaste seu filho do livro e do perigo de pensar. Ele será um adulto opaco, cinzento, acomodado, dirá coisas comuns e terminará a vida tranquilo, gravando áudios no celular esperando seu documento ser feito. É preciso ter esperança e alguma leitura”.

A volta ao mundo em 80 dias me fez viajar, ter novas idéias e entender uma narrativa de época. Estava bem empolgado, mas um tio me contou o final, pois ele tinha assistido ao filme. Fiquei bem puto com o Spoiler, mas não desisti de ler essa obra aventureira e com uma pitada de suspense. No livro, ocorre uma aposta em um clube e Mrs. Fogg aceita o desafio. Por isso ele precisa percorrer o mundo e voltar a Inglaterra em 80 dias. Não vou dar spoiler, podem ficar sossegados, mas a narrativa me prendeu do início ao fim. Também me fez contestar algumas situações que você saberá apenas depois que ler o livro, por exemplo, o amor ao próximo e atitudes dos personagens. Eu conheci o mundo nessa aventura e acredito que ao ler você também irá viajar e embarcar nessa aventura. Realmente é preciso ter esperança e alguma leitura. Então, qual livro você está lendo?

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Os livros que li em 2019

terça-feira, janeiro 07, 2020
O ano de 2019 foi uma loucura pra mim principalmente com o Jornal Massaguaçu e o site MassaguaNews. Praticamente fiquei sem postar muita coisa no blog, no entanto, não posso parar. Neste ano pretendo continuar focado com os objetivos, afinal, ler e escrever faz parte de mim.  Minha meta o ano passado foi de ler 12 livros durante o ano, mas consegui ler 15. Muitos que eu conheço leem até mais obras, mas consegui meu objetivo mesmo com meu trabalho. Vou postar os livros que li pela ordem. Alguns eu fiz resenha outros não. 

Livros de 2019: 

Número Zero – Umberto Eco (Ed. Record)

O romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo e dos tempos atuais Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranóico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça ― um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores. Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje.

O Homem de Areia – Lars Kpler (Ed. Alfaguara)

Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e
desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto.
Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado.
Com capítulos curtos e ritmo alucinante, O homem de areia é um thriller envolvente sobre os limites da maldade.

"Um dos thrillers mais emocionantes dos últimos tempos." – Sunday Times


A pequena caixa de Gwendy – Stephen king e Richard Chizmar (Ed. Summa)

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco.
Certo dia, um estranho a chama do alto: "Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu". Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado.
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.

Ritmo Louco – Zadie Smith (Ed. Companhia das Letras)

Duas garotas de ascendência negra sonham em ser dançarinas ― mas apenas
uma delas, Tracey, tem talento. A outra, a narradora, tem ideias: sobre ritmo e identidade, sobre música e raça, sobre o que torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade próxima, mas complicada, que termina abruptamente por volta dos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca esquecida.
Ritmo louco começa com a narradora voltando a Londres após ser demitida de seu emprego como assistente pessoal de uma cantora pop mundialmente famosa. Ao perambular pela cidade, a história do passado vai sendo revelada ― e Tracey tem papel fundamental nela. Alternando entre estes dois tempos, o do presente e os anos 1980 e 1990, Zadie Smith cria um brilhante romance de formação que coloca em movimento reflexões profundas e atuais sobre cor, raça, gênero e, sobretudo, pertencimento.


Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho – Arthur Conan Doyle (Ed. Princips)

Sherlock Holmes é um detetive britânico enigmático e pedante do final do século XIX e início do século XX. Ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar seus casos e conta com a ajuda de seu fiel amigo e parceiro Dr. Watson. 

Em Um estudo em vermelho Holmes é chamado para solucionar o caso de um homem que foi encontrado morto, com uma expressão de terror, mas que não apresenta ferimentos, apenas manchas de sangue pelo corpo. Uma amizade improvável. Um crime aparentemente sem pistas. Tudo começa em Um Estudo em Vermelho...




Sherlock Holmes: O signo dos quatro – Arthur Conan Doyle (Ed. Princips)

Sherlock Holmes é um detetive britânico enigmático e pedante do final do século
XIX e início do século XX. 
Ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar seus casos e conta com a ajuda de seu fiel amigo e parceiro Dr. Watson. 

Em O signo dos quatro Holmes é procurado por Mary Morstan para descobrir o que aconteceu com seu pai que morreu há dez anos. Um romance... 

Sim! Um romance entre o observador dr. Watson e o brilhante detetive Sherlock Holmes.



Diário do Oriente – Simone Bica (Ed. Autografia)



Esta obra fala de fatos verídicos vivenciados diariamente em um continente cheio de conflitos e guerra mas que com bons relacionamentos políticos, conserva alguns país em estado Pacífico.


Nos faz entender o que é ser árabe, ser mulçumano ser humano na riqueza da palavra humano recebendo todos com hospitalidade amor, carinho afeto e nos permitindo fazer parte e me arrisco a dizer fazer nos sentirmos árabe de coração.



Assassinato no Expresso Oriente – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Uma gélida noite de inverno. Logo depois da meia-noite, um banco de neve
obriga o luxuoso Expresso Oriente a interromper sua viagem de Istambul a Paris e a ficar parado no meio do nada. O trem está surpreendentemente lotado para essa época do ano. 

Ao amanhecer, um ricaço americano é encontrado morto em sua cabine com várias facadas no peito. Coincidentemente, Hercule Poirot é um dos viajantes e conduzirá uma de suas mais difíceis investigações nos vagões isolados no meio da neve...No mundo todo, Assassinato no Expresso Oriente é uma das histórias mais conhecidas e amadas de Agatha Christie, a Rainha do Crime – agora em nova adaptação em quadrinhos, para deleite de fãs de todas as idades.

Cai o Pano – O último caso de Poirot – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

A convite de Poirot, o capitão Hastings retorna ao local da primeira investigação de ambos: a mansão Styles. O tempo passou: o detetive belga envelheceu e está em uma cadeira de rodas; já a antiga mansão foi reduzida a uma mera hospedaria. A visita, porém, se revela mais que um reencontro entre velhos amigos. O instinto de Poirot, ainda afiado, lhe diz que entre os hóspedes há um assassino. E ele precisa que Hastings o ajude a identificá-lo antes que haja mais uma vítima – e antes que seu tempo acabe. Escrito na década de 40, mas mantido em um cofre até sua publicação em 1975 (um ano antes da morte de Christie), Cai o pano é a última investigação de Hercule Poirot. Neste romance, considerado um de seus melhores, a Rainha do Crime concebe uma arrebatadora despedida ao seu maior e mais querido personagem.

O misterioso caso de Styles – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Quatro anos após Agatha Christie escrever O misterioso caso de Styles, seu
primeiro livro, e após a recusa de vários editores, John Lane decide publicar seu livro, mas com uma ressalva: que ela reescrevesse o capítulo onde toda trama é revelada por Poirot. No original a revelação se dá num tribunal, e na alteração solicitada por Lane, a
 revelação é feita na sala de estar da propriedade de Styles Court. Sem saber John Lane fundava aí um dos maiores lugares-comuns do romance policial. A engenhosidade e astúcia de Agatha Christie são assombrosas, com uma narrativa fluída e envolvente ela apresenta uma história instigante: a partir da morte da matriarca de Styles Court se desenrola uma complexa trama, suicídio ou envenenamento? Quem teria interesse em assassinar Mrs. Emily Inglethorp? Como juntar este desconexo quebra cabeças de provas e evidências? Através da narrativa de Mr Hastings, vamos nos aproximando das personagens desta misteriosa intriga: o estranho Alfred Inglethorp esposo de Mrs. Inglethorp e principal suspeito do crime, John e Laurence Cavendish, filhos de Mrs. Inglethorp, Mary Cavendish esposa de John, Evelyn Howard, governanta da casa, e Cynthia Murdoch, protegida de Mrs. Inglethorp, são os moradores da casa e cada um deles tem algo a esconder. O Misterioso Caso de Styles é o primeiro livro de Agatha Christie e com ele a autora mostra por que é uma das grandes mestres do romance policial do século XX.

O que eu aprendi com Hamelet – Leandro Karnal (Ed. Leya)

Cada capítulo de O que aprendi com Hamlet descreve um ato da tragédia e, como esta, lança um olhar original sobre a espécie humana e a sociedade – daquele tempo e de hoje: o mundo de Shakespeare e dos autores e leitores, a dificuldade em se diluir no mundo, as duplicidades afetivas (“eu te amo e te odeio”), os impulsos e as violências, o sentido e a consciência de vida (ser ou não ser?), as tramas do poder e as contradições de todos nós – heróis com traços de vilania.  

E, como última lição, reelabora nossos mundos e nossas concepções sobre o que somos, o que não devemos ser e aquilo a que aspiramos ser.



O assassinato de Roger Ackroyd – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Uma misteriosa sequência de três crimes. Uma velha senhora desconfiada. Um
famoso detetive belga de férias, procurando alguma emoção. Este é o ponto de partida de O assassinato de Roger Ackroyd, um dos mais famosos romances policiais de Agatha Christie, em que está presente seu estilo inconfundível de promover uma verdadeira ciranda de suspeitos, em que o leitor é envolvido e para a qual ele é convidado a usar toda a sua inteligência e perspicácia. Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes iniciada a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do Dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de Miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila. Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por Miss Ferrars compõe o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. 

Morte no Nilo – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais... 

Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. 
Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.

O que aprendi sendo xingado na internet – Leonardo Sakamoto (Ed. Leya)

Um manifesto contra o ódio e a favor da tolerância na internet. Um dos
blogueiros mais conhecidos da atualidade, Leonardo Sakamoto divide opiniões sempre apaixonadas. Possui uma legião de seguidores que diariamente acessa seu blog, hospedado no portal UOL, e compartilha seus textos, ao mesmo tempo em que cultivou um sem número de detratores que, com o acirramento das disputas políticas entre direita e esquerda, dedicam-se a xingá-lo, espezinhá-lo e, em casos extremos, ameaçá-lo. O que eu aprendi sendo xingado na internet nasceu da reflexão do autor sobre a facilidade com que se disseminam ódio e boatos na internet. Escrevendo com conhecimento de causa, Sakamoto produz um manifesto a favor da liberdade de opinião e expressão na rede, e disseca os mecanismos que permitem que informações incorretas se espalhem, causando danos irreparáveis. Sobre o autor: Leonardo Sakamoto é paulistano. Jornalista e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo, cobriu conflitos no Timor Leste, em Angola e no Paquistão e o desrespeito aos direitos humanos no Brasil. Foi professor de jornalismo na ECA-USP (entre 2000 e 2002) e na PUC-SP (desde 2011). É diretor da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.

Um corpo na biblioteca – Agatha Cristie (Ed. Folha)

O corpo de uma jovem é encontrado no tapete da biblioteca dos Bantry, às sete da manhã. 

A vítima é uma completa desconhecida e o casal Bantry decide chamar as autoridades para investigar o caso — e também, é claro, Miss Marple, detetive amadora e amiga da sra. Bantry.

Tudo se complica ainda mais quando chega até eles a notícia de outra adolescente morta, carbonizada dentro de um carro incendiado em uma pedreira. Qual será a possível conexão entre os dois incidentes?



Essa foi minha lista, espero que tenham gostado. O que vocês leram no ano passado?