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segunda-feira, 5 de março de 2018

Contos eróticos são os mais lidos pelas mulheres

segunda-feira, março 05, 2018

Foto: Shutterstock
Os Contos eróticos estão em grande expansão, principalmente se tiver uma história bem interessante. Quem conhece ou melhor, visitava bancas de jornais, devem ter percebido diversos livros eróticos. Isso não é algo novo, já existia desde os tempos da minha vó. Para entendermos melhor. A grande febre do livro 50 Tons de Cinza, esse mesmo. Estourou em vendas. Ele virou até filme. Aí o mercado realmente aqueceu e abriu espaço para vários escritores.

Nesse aspecto, eu conversei com a escritora brasileira Janete Cléa. Ela escreve contos eróticos, e diga-se de passagem, ela escreve bem e tem muitas leituras. Seus livros já tiveram mais de 600 mil leituras. Nada melhor que ler um bom livro. 
   
Nesse post você saberá quem é essa escritora e entenderá um pouco sobre seu trabalho.

Regis Thiago - Quem é Janete Cléa? Gostaria de saber um pouco sobre sua história como escritora.

Janete Cléa - Janete Cléa é meu nome real, por alguma razão do destino recebi este nome como uma homenagem a grande novelista Janeth Clair. Acho que aí meu destino já estava sendo selado e para completar, ainda nasci no Dia Nacional da Língua Portuguesa (10/06). Pra quem acredita que o destino conspira a favor, aí está um grande exemplo disso.

Sou de uma família em que tanto meu pai quanto minha mãe eram analfabetos, mas nunca faltou em minha casa gibis, livros infanto-juvenil e romances de banca de jornal( Júlia, Sabrina e Bianca). Assim devorei todos eles e pra mim foi mais do que natural inventar histórias, afinal vivia cercada delas. Acredito que senti que poderia emocionar alguém com a minha escrita a partir de uma atividade proposta pela professora de português. Tínhamos que fazer a continuação da história “Vidas Secas”. 

Lembro que meu texto foi selecionado para ser lido em voz alta pra turma, quando terminei e a professora estava com os olhos cheios de lágrimas e os demais alunos em completo silêncio. Provavelmente, foi ali que senti que poderia criar algo... Quando terminei a faculdade, fiquei com bastante tempo livre até conseguir passar num concurso público. Nesse período, escrevi muitos contos eróticos, que eram lidos por minhas amigas. 

O tempo passou, vim morar na Argentina e a saudade da minha língua me fez voltar a escrever. Procurei sites para ler em português gratuitamente e conheci Wattpad , quando vi além de ler estava postando também. E os leitores através de seus comentários demonstravam que meu texto os emocionavam...Isso foi como fogo em pólvora. Tomei gosto por envolver o leitor com minhas histórias!


R.T. - Quantos livros publicados? Todos de forma digital? 

J.C. - Tenho 1 em forma digital na Amazon, “Theodora”, mas pelo que a editora me prometeu este mês já estará impresso. E em novembro, sairá digital outro romance meu, “A Outra”, uma de minhas histórias com mais acessos no Wattpad. Espero que tenha o mesmo sucesso na Amazon também. Sim, sou esperançosa. rssssss

R.T. - Você comentou ter 8 romances eróticos, por que misturar romance e erotismo? 

J.C. - Estamos num momento em que a liberdade sexual é tão questionada quanto na metade do século passado. É impressionante essa minha afirmação, mas é real e basta observar os vários comentários pejorativos em qualquer post ou matéria que envolva o corpo feminino ou a forma que muitas de nós nos relacionamos com nossos parceiro(a) (s). Sem falar no preconceito que os autores de romance erótico sofrem por parte de alguns “intelectuais”, que acreditam que somos menos intelectuais por criarmos histórias que contenham cenas de sexo. Há quem “vomite” que escritoras de romance erótico são “mulheres mal comidas”(É chula a expressão, mas é assim mesmo que se referem a nós). Voltando a sua pergunta “Por que misturar romance com erotismo?”, respondo com outra pergunta “Por que não?!”.

Uma vez conversando com leitoras de romance erótico, descobri que havia mulheres que com quase 50 anos gozaram pela primeira vez na vida depois que passaram a ler esses romances. Cheguei a brincar dizendo que são livros de utilidade pública, mas deixando de lado a brincadeira, acho importante atingir o leitor seja com drama, humor ou erotismo. Assim misturo romance com erotismo e em alguns casos, com uma pitada de humor e em outros, com um drama rasgado.

R.T. -Você se identifica com alguma de suas personagens?

J.C. - Procuro não buscar me reconhecer ou colocar traços de minha personalidade em meus personagens. Separo bem a autora do personagem. Eu sou eu e eles são eles, justamente para que eles atuem de forma independente.

R.T.- Quais são suas inspirações e ideias para escrever? Qual sua rotina? Suas metas de livros? 

J.C. - Eu me inspiro no cotidiano. Quer inspiração melhor do que o dia a dia de todos nós? Escrevo histórias que qualquer mulher vive ou viveu. Somos complexas e nossas relações idem.

Pretendo que meus livros sejam lidos por maior número de pessoas possível, pensando que não sou uma celebridade no mundo literário. Sou mais uma escritora batalhando sem “quem indique”, sem dinheiro para investir no meu sonho, mas sigo lutando para que minhas histórias sejam lidas.

R.T. - Você acredita que muitas mulheres se identificam em suas histórias? 

J.C. - Tenho certeza que muitas mulheres se identificam com minhas histórias. Sinto a empolgação e o sofrimento delas, a cada capítulo postado no wattpad. É muito interessante e, verdadeiramente, empolgante a relação do leitor com minhas histórias.

Quem é Theodora??
Uma mulher de negócios e bem sucedida, acostumada que tudo ocorria de acordo com seus desejos e com um passado turbulento. 
Uma mulher extremamente livre que se envolve num relacionamento a fazendo rever seus conceitos sobre e para quem vale a liberdade. Será que finalmente Theodora está apaixonada? Ou será que é mais um em sua lista de conquistas? 




Autora: Janete Cléa, nascida em Nova Iguaçu/Rio de Janeiro, aprendeu a amar a leitura quando criança, o quê a levou a fazer faculdade de Letras (UFRJ). Desde adolescente descobriu que poderia escrever suas próprias histórias como aquelas que lia nos romances de banca de jornal( Bianca, Júlia e Sabrina), mas apenas começou a escrever pra valer quando foi viver na Argentina em 2014. Lá ela escreveu 8 romances eróticos e alguns contos que postou no Wattpad( um aplicativo de leitura gratuita), em 2017 foi contratada pela Editora Livros Prontos e duas de suas obras estão à venda na Amazon em formato ebook e "Theodora" está também impresso, vendido no site da editora. Até o final deste ano, há previsão para que mais duas de suas obras se tornem físico. 


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Escritora Ana Maria Santos participa de noite de autógrafos em Caraguá

segunda-feira, dezembro 11, 2017

Escritora Ana Maria Santos deu uma entrevista exclusiva ao TJM



Foto: Divulgação/Nobel Caraguá
Na última semana rolou uma noite de autógrafos na Livraria Nobel de Caraguá com a escritora Ana Maria Santos, tendo como apoiador cultural a empresa Tio Coxinha. Não posso esquecer da empresa KB Branding, responsável por reunir todas as partes nessa ação de co-branding.

Eu infelizmente não pude estar no evento, mas consegui conversar com a escritora que ficou bem satisfeita com a recepção que teve na cidade. Seu livro intitulado “Policia Federal: A lei é para todos” inspirou o filme também. Seu livro traz os bastidores da operação Lava Jato, que vai entrar para história do país.

Bom, eu achei incrível conversar com a Ana, principalmente por saber que esse livro é uma trilogia e ela irá continuar esse trabalho. Além disso, ela também me contou que logo lançará um livro.

Tudo Junto e Misturado - Importância do livro no contexto social brasileiro? 

Ana Maria Santos - É difícil dizer se haverá e a dimensão da importância do livro no aspecto social brasileiro. Mas é razoável afirmar que a obra contribui, sim, com mais uma leitura sobre a Operação Lava Jato, considerando que mostra os bastidores da investigação, incluindo a visão dos agentes e delegados da Polícia Federal que integram o Grupo de Trabalho em Curitiba.

TJM - Quais suas motivações durante a escrita?

A.M.S. - A Lava Jato é uma operação que entrará para a história do Brasil. O número de investigados, crimes revelados, dinheiro recuperado, perfil socioeconômico dos condenados, entre outros aspectos da Operação, são inéditos. Escrever sobre esta investigação e seus inúmeros desdobramentos é um enorme desafio, mas, também, muito motivador.

TJM - Houve alguma retaliação contra o livro?

A.M.S. - Não.

TJM - Como é lidar com um assunto tão polêmico?

A.M.S. - O livro foi inteiramente baseado em fatos, que é a melhor maneira de lidar com assuntos polêmicos.

TJM - Quais os novos projetos e livros?

A.M.S. - Estou terminando um livro, o nome é Santo Desejo. Depois, trabalharei na sequência do Policia Federal - A Lei é Para Todos, que será uma trilogia.

Sinopse

Os bastidores da Operação Lava Jato. O livro que inspirou o filme Polícia Federal: A lei é para todos.
A Polícia Federal é protagonista na história da Operação Lava Jato, mas sua atuação impõe uma discrição que instiga a curiosidade sobre os bastidores de suas atividades. 
Ao acompanhar os policiais envolvidos em cada etapa da investigação, em ritmo de thriller, Ana Maria Santos e Carlos Graieb apresentam o olhar inédito da instituição sobre uma das maiores operações de combate à corrupção da história. Nunca antes um livro expôs tão detalhadamente todas as nuances — decorrentes de dúvidas e incertezas e consequentes de pressões de ordem política — do trabalho do policial.

Livro: Polícia federal: A lei é para todos
Autor: Carlos Graib e Ana Maria Santos
Gênero: Reportagem
Páginas: 280
Editora: Record



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Livro "No mar revolto da vida encontrei você" é lançado em Caraguá

segunda-feira, novembro 13, 2017

O livro mostra que amor realmente existe


Fala galeara! No post de hoje eu contarei sobre lançamento do livro “No mar revolto da vida encontrei você”, da escritora Raquel Rosângela Santos. A noite de autógrafos aconteceu na última sexta-feira (10), à noite, na Mar de Letras Livraria, no Caraguá Praia Shopping, aqui na minha cidade.

E nem preciso falar, lotou a livraria. A obra literária conta a história de amor da autora e seu esposo Fabiano Santos que partiu para um sono profundo aos 40 anos (em março de 2016), com uma história de superação por meio das artes plásticas. Eu ao conversar com a autora aprendi que mesmo em um mundo cheio de ódio, o amor constrói pontes indestrutíveis. Ele realmente existe. Confere aí a entrevista:  

Tudo Junto e Misturado - Como surgiu a ideia de escrever?

Raquel Santos - Foi indo pra são Paulo visitar meu marido, resolvi mostrar o quanto ele era importante em minha vida ,foi aí que comecei a escrever uma carta por dia e publicar  deixando  ele é todo mundo ver a imensidão  do meu amor...sabe aquela oportunidade que quase ninguém tem, e se tem não aproveita para se despedir  de quem se ama e falar tudo que precisa? 
Então, eu falei e fiz... 

T.J.M - Sempre gostou de ler e escrever? 

R.S.- Sempre gostei muito de ler, meu maior exemplo  era o Biano (esposo), ele me incentivava muito e gostava de tudo que eu escrevia, mas nunca segui uma regra; era sempre o que vinha do coração. 

Sempre em nossas conversas saia alguma coisa que eu falava e ele sempre dizia: “Olha, você precisa escrever um livro, você leva jeito, tem jeito de escritora...mas nunca levei a sério até sua partida..

T.J.M. - Quais são suas inspirações? Autores? 

R.S. - Minha maior inspiração foi o Biano Santos que não era escritor, mas me apresentou a uma afinidade de livros. Sempre li muitos romances, entre eles Zibia Gasparetto  e diversos outros  romances espíritas , diversos poemas e gosto muito de Raquel de Queiroz , Fernando Pessoa....


T.J.M. - Por que decidiu escrever seu livro? 

R.S. - Quando  Biano leu as cartas que eu publicava  no Facebook, ele me disse: “Amor, quando eu partir escreva as cartas e mostre ao mundo o quanto foi lindo nosso amor”...Decidimos  até um nome pro livro que seria : “CARTAS AO MEU AMADO”. 

Só que depois de sua partida  resolvi também fazer  uma grande homenagem ao artista Biano Santos, com toda sua trajetória e descoberta da arte  com fotos, achei alguns poemas também que inclui no livro e por fim mais de 40 cartas que fiz; algumas com respostas dele. 

Vi que o nome não poderia ser mais , CARTAS AO MEU AMADO, pois seria uma grande homenagem e não só um romance. Foi aí que Biano entrou novamente de uma forma linda em meus sonhos, me passando o mais lindo nome e me disse: COLOCA O NOME DO LIVRO ASSIM: NO MAR REVOLTO DA VIDA ENCONTREI VOCÊ ...... ESSE ROMANCE  VAI SER MAIOR SUCESSO E ASSIM FIZEMOS...

O mar revolto  é nome que ele deu ao último  quadro  que  começou e não conseguiu concluir. Ele está na capa do livro e estará em exposição no Caraguá Praia Shopping.  

Bom galera, eu tive o privilégio de olhar seus quadros e claro que foi de arrepiar. 

Você pode comprar pelo site da Multifoco. 

Livro: No mar revolto da vida encontrei você
Autor: Raquel Rosângela de Medeiros santos
Ano: 2017
Páginas: 78
Gênero: Romance

Sinopse: Fabiano Santos partiu para a eternidade aos 40 anos (em março de 2016), e com uma
história de superação por meio das artes plásticas. Raquel Rosângela de Medeiros Santos. Sua esposa e autora do livro “No mar revolto da vida encontrei você”, junto às filhas Gabriela
e Juliane, foram testemunhas e obras fundamentais na trajetória do artista que tinha uma vida tranquila até 2006, quando ele começou a sentir um cansaço físico extremo para executar atividades simples.

Ao procurar o médico e se submeter a uma bateria de exames foi diagnosticado com Fibrose Pulmonar Idiopática. Doença que comprometeu seus dois pulmões e o impossibilitou de trabalhar. Ocupou-se pintando mais de 100 telas (de 2011 a 2016), participando de exposições e colorindo muita vida. O livro reúne as cartas que Raquel escreveu EM VIDA para seu amado! Esta obra literária revela as interfaces da SUPERAÇÃO, de superar PELA AÇÃO, de amar, ter compaixão e se colocar no lugar do outro.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Futuro da Nação: Jovem de 16 anos lança seu terceiro livro em São Paulo

segunda-feira, novembro 06, 2017
Foto: Ricardo Marujo
"Para Não Dizer Que Deixei de Te Amar" é a mais nova obra da escritora Monaliza Nunes, que tem apenas 16 anos e está em seu terceiro livro. É isso mesmo que leram, é aqui no Brasil que existe esse talento.

Eu como jornalista e atualmente livre dentro da blogsfera, parabenizo a jovem pelo seu esforço, talento e por acreditar em seus sonhos. Eu bati um papo com a jovem e com sua mãe pelo telefone e nem preciso falar nada, a base dessa talentosa moça vem da família.

O lançamento rolou na Livraria Martins Fontes da Paulista com a presença de amigos, da imprensa, Youtubers  e influenciadores digitais.
Foto: Ricardo Marujo
Natural de Várzea Alegre, no Ceará, Monaliza mora em São Paulo com os pais e duas irmãs mais novas.

Para sua mãe é muito gratificante ver as conquistas da filha. “Só tenho que agradecer a Deus por tudo que ela vem conquistando. É muito gratificante e como mãe a incentivo sempre”, informou a mãe (Luíza Maria) toda orgulhosa.
Já Monaliza me contou um pouco sobre o lançamento, “eu gostei bastante, reuniu muitos amigos e isso me deixou bem feliz”.

Ela também me falou que suas influencias literárias vêm de Nicholas Sparks, com quem ela realizou o sonho de conhecer esse ano e entregar-lhe um de seus livros.
Com relação aos novos trabalhos ela me disse, “estou participando de uma antologia que se chama "Toda Terra" e já está em pré-venda. Nela cada escritor escreveu um conto em um continente, sendo o meu o continente Africano”.

Foto: Ricardo Marujo
E me contou em primeira mão um pouco sobre seu próximo livro. “O próximo livro que estou escrevendo (sozinha) se chama Nina e foge um pouco do romance. No começo da história Nina acorda em um hospital sem lembrar-se de nada das últimas horas, ela está em pânico e os pais dela não conseguem responder suas perguntas, o médico manda dar um sedativo e quando ela dorme volta 3 meses antes para falar sobre tudo que aconteceu”, explicou a jovem.

Agora é aguardar os novos lançamentos da jovem e mais uma vez, “Parabéns pelo talento e pela família incentivadora que tem”.

A Jovem

Monaliza Nunes, aos 14 anos escreveu seu primeiro livro "Com Todo Amor do Mundo", e já no embalo, lançou, junto de outros autores, uma coletânea de contos de amor. O primeiro livro conta a história de Liz, uma personagem que perdeu seu marido Miguel e para superar a dor de sua morte, escrevia cartas para o amado. O conto "Pela Janela do Trem", publicado no livro "Mais Amor Por Favor", é um romance baseado na Segunda Guerra Mundial.


Já o livro lançado, "Para Não Dizer Que Deixei de Te Amar", aborda a vida do Luiz, um senhor que já viveu muitas experiências na vida e passa a reviver essas lembranças. Fala sobre amor, indecisões e tudo que as pessoas fazem para ficar com a pessoa amada.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Emilly Amite lança sua obra na Bienal Internacional do Livro e bate um papo com o Blog TJM

quarta-feira, outubro 04, 2017

Eu nem preciso falar minha felicidade em saber como nossos escritores brasileiros andam crescendo. No Blog Tudo Junto e Misturado valorizo isso. Valorizo pessoas que acreditam e correm atrás dos seus sonhos e não medem esforços para conquistá-los. Hoje é dia de Entrevista aqui no blog, com a escritora *Emilly Amite, autora do livro, “Do outro lado do espelho”.

Para quem me acompanha sabe sobre minhas viagens semióticas e no livro de Emilly, identifiquei esse formato. Sabe aquela sacada de trazer situações da realidade, sendo contadas pela fantasia?
É nessa sacada que fiquei curioso em saber as motivações da escritora com relação ao seu livro, autografado na Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro deste ano.
Bora lá conferir?

Tudo Junto e Misturado - Quando decidiu ser escritora? 

Emilly Amite - Acho que eu me dei conta de que realmente queria ser escritora quando terminei o livro 1 - Do outro lado do espelho e vi o quanto estava feliz por compartilhar um pedacinho de mim com o mundo.

TJM - O que motivou você a escrever sua história? 

E.A. - Hmmm, o que me motivou foi o isolamento. Eu morava num sítio bastante distante no interior do RS, então eu ficava muito sozinha. Passava horas pelas florestas de lá e comecei a imaginar a história que já tinha criado com 14 anos, mas estava adormecida, se formar com mais vida. Peguei os rascunhos que estavam esquecidos num caderno e retomei a escrita! Era uma fuga do mundo.

TJM - Como foi estar na Bienal esse ano? 

E.A. - A Bienal Internacional do livro do RJ foi incrível! Foi maravilhoso ver as pessoas em meio a tanto conhecimento e entretenimento. Deviam haver mais eventos como esse em intervalos menores e mais acessíveis também, acho que aumentaria o número de leitores.

TJM - O que falaria aos novos escritores? 

E.A. - Escrevam tudo o que vier a mente, cada ideia, cada detalhe, pois aquilo depois pode se tornar uma base pra sua história e nunca desista de tentar, pois ninguém vence sem dar o primeiro passo.

TJM - Percebi que seu livro traz situações reais, sendo descritas pela fantasia. Por que dessa sacada?

E.A. - Não acontece só no livro 1. Em toda a série coloco situações reais, medos reais, e pequenas verdades escondidas, pois para mim, literatura fantástica é um meio mais "colorido" de ensinar. Então, muitas pessoas descobrem na fantasia, que existe uma saída pra qualquer problema! Eu mesma já fui tirada do fundo do poço por livros de fantasia e acho que eles são a melhor maneira de mostrar que lutas reais podem ser vencidas.

E aí, o que achou? É escritor ou conhece algum que tem um trabalho bacana? Mande sugestões para nós no e-mail redacaotjm@hotmail.com
  
*Sobre a autora:

Nascida em 8 de julho de 1991 em Itaboraí, no Rio de Janeiro, apaixonou-se pela escrita quando se mudou para o Rio Grande do Sul, onde passava a maior parte do tempo escrevendo poemas e contos. Aos quatorze anos começou a escrever seu primeiro livro, que foi recriado e modificado mais de 17 vezes até chegar ao ponto que queria. Do outro lado do Espelho só saiu do papel em dezembro de 2012, quando finalmente criou coragem para escrevê-lo por completo. Logo descobriu que era isso que amava fazer, escrever e mostrar para as pessoas os mundos que criou para si.

Sinopse:

Leona tem apenas dezessete anos e o mundo inteiro a espera. No último ano do ensino médio, a garota nem imagina que sua vida está prestes a virar de cabeça para baixo. Um portal se abre e a envia para o mundo de Amantia. 

Tudo em que sempre acreditou desmorona bem diante dos seus olhos e vai ser preciso mais do que coragem para sobreviver a essa jornada e voltar para casa. Acompanhada de um elfo negro, vai tentar chegar a Torre das Nuvens, mas não sem antes enfrentar as mais assustadoras criaturas mitológicas.


Serviço

Autora: Emilly Amite
Edição: 1
Ano: 2017
Páginas: 252
Capa: Brochura - Supremo 250g Com duas orelhas
Assunto: Literatura Nacional - Fantasia 
Idioma: Português

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Escritora Iêda Lima realiza noite de autógrafos no Rio de Janeiro

quarta-feira, setembro 13, 2017
Foto: Divulgação
Hoje falarei da escritora Iêda Lima que lançou sua autobiografia intitulada, “Um olhar no retrovisor e outro na estrada”. A escritora realizará no dia 19 deste mês, uma noite de autógrafos no Rio de Janeiro, na livraria Travessa, das 19h às 22h. Claro que agradecemos o convite que o Blog Tudo Junto e Misturado recebeu para estar presente nete noite tão especial.

Para quem não leu a entrevista que fizemos com a escritora, é só conferir ela completa: Iêda Lima lança autobiografia e diz ementrevista ao TJM...
Mas vai aqui uma breve descrição. Durante sua juventude, na década de 60, perante o sistema político e os problemas enfrentados pela sociedade a transformaram em uma jovem rebelde que se somou a tantos outros na defesa do livre pensar e se reunir com outros militantes, o que lhe custou quase nove anos de exílio. Ao aposentar-se, aos 66 anos de idade, resolveu contar um pouco da sua história.

Segundo a autora, foi uma maneira que ela encontrou para contar aos jovens que um projeto se constrói com compromisso, engajamento e coragem para acolher as desventuras e conquistas como ferramentas de aprendizagem e de crescimento pessoal e coletivo.
E como digo, falou de cultura e entretenimento, lembrou-se do Blog Tudo Junto e Misturado que entrevistou a militante. É só conferir...

Sobre a autora

Iêda Lima é de Campina Grande, mas mora em São Paulo desde 2010. Descendente de índios Tarairús e Potiguares e mistura com brancos Holandeses e Portugueses, Iêda Lima teve uma rica experiência profissional, após a sua volta do exílio no Chile e Alemanha.
Formada em Economia de Transportes, pela Escola Superior de Transportes e Comunicações de Dresden, na Alemanha, Mestre pela Universidade Federal da Paraíba/Campina Grande e Doutora pela USP de São Carlos, em Engenharia de Transportes, ela é autora do livro técnico “O novo e o velho na gestão da qualidade do transporte urbano” (Bauru: EDIPRO, 1996), e desde sua aposentadoria, em junho de 2014, dedica-se a escrever, fotografar, formar opinião via redes sociais e curtir a família e os amigos. Esta é sua primeira obra pessoal e destaca-se como uma autobiografia com viés político e social que muito nos faz refletir sobre o momento atual em que vivemos.

Serviço
Autora - Iêda Lima
160 páginas – 14x21cm
R$ 34,90
Editora Literando & Afins


Noite de Autógrafos 
Rua Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema- RJ
Horário: Das 19h às 22h.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

“Não podemos enterrar o bom jornalismo”, diz jornalista Daniela Arbex ao TJM

quinta-feira, agosto 31, 2017
Foto: JC Curtis/FUNDACC

A conceituada e premiada jornalista Daniela Arbex conheceu o litoral norte, por onde passou pelo programa Viagem Literária, nas cidades de Ubatuba, Ilhabela e Caraguatatuba, batendo um papo sobre seu livro-reportagem “Holocausto Brasileiro”. O livro traz a tona o que foi praticado no Hospício de Barbacena, em Minas Gerais, onde ocorreu um genocídio com mais de 60mil mortes. Um holocausto praticado pelo Estado, com a conivência de médicos, funcionários e da população.

Ao saber que ela estaria na minha cidade, dando uma palestra na FUNDACC (Fundação Cultural e Educacional de Caraguatatuba), logo fiquei animado, afinal, ela luta a favor do bom jornalismo e eu gostaria de conhecê-la. Tive o privilégio de entrevistá-la e saber como é manter o bom jornalismo mesmo na era digital. 

“Eu não tenho dúvidas que a gente está vivendo um processo de transição e de mudança enorme; a profissão está passando por uma mudança profunda. Antes a voz era o jornal diário, o jornal impresso que era a grande referência e isso mudou. Agora você consegue buscar informação em qualquer lugar, o que a gente precisa é qualificar essa informação, é ver se a informação que está sendo fornecida é uma informação que tem credibilidade”, salientou Daniela.

Foto: JC Curtis/FUNDACC
Com relação às novas plataformas e manter o bom jornalismo ela explicou, nós temos que se adequar a essa nova realidade, e continuar fazendo jornalismo com investigação, com checagem, confrontamento de dados em qualquer plataforma. A base do jornalismo é essa, é checar dados, confrontar informações, é o repórter ir ao local; então, se o jornalista continuar a fazer isso em qualquer meio de comunicação que estiver o bom jornalismo permanece. Sei que diante dessas notícias instantâneas, fechamento de jornal, redações mais enxutas, tudo conspira contra o bom jornalismo, mas, nós temos que resistir e não podemos enterrar o jornalismo e nem o deixar perder sua essência. “A sociedade democrática precisa do jornalismo de qualidade, então, temos que manter ele vivo”, enfatizou Arbex.    

Daniela também comentou que lançará seu próximo livro em janeiro de 2018, mas por ter contrato de confidencialidade com a editora, não pode falar sobre ele. “Não posso falar muito sobre ele, a única coisa que posso dizer é que o livro está lindo, um trabalho muito rico que vai causar um grande impacto na sociedade, porque o livro traz uma história recente, de uma forma que nunca foi contada”, finalizou a jornalista.  

DanielaArbex é autora do best-seller Holocausto Brasileiro, eleito Melhor Livro-Reportagem do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte em 2013 e segundo melhor Livro-Reportagem no Prêmio Jabuti em 2014. A obra foi adaptada para o cinema em formato de documentário e vendeu mais de 280 mil exemplares no Brasil e em Portugal. Em 2015, a autora lançou Cova 312, livro que aborda a ditadura e lhe rendeu o primeiro lugar no prêmio Jabuti de 2016.

PRÊMIOS E MENÇÕES

  • 2014 Segundo lugar no prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem
  • 2014 Agraciada com o Prêmio Carrano de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos
  • 2013 Vencedora do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) na categoria literária pelo Holocausto brasileiro, eleito o melhor livro reportagem do ano
  • 2012 Vencedora do Prêmio Esso na Categoria Regional Centro-Oeste
  • 2012 Menção Honrosa no Prêmio IPYS de Melhor Investigação Jornalística da América Latina e Caribe (Transparência Internacional e Instituto Prensa y Sociedad) com a série Holocausto brasileiro- eleita pelo júri popular a melhor investigação do Colpin 2012
  • 2010 Vencedora do Knight International Journalism Award (Estados Unidos)
  • 2009 Vencedora do Prêmio IPYS de Melhor Investigação Jornalística de um Caso de Corrupção na América Latina e Caribe (Transparência Internacional e Instituto Prensa y Sociedad)
  • 2009 Menção Honrosa no Prêmio Vladimir Herzog- categoria especial educação
  • 2004 Vencedora do Prêmio Inclusão Social Saúde Mental
  • 2004 Prêmio Imprensa Embratel: finalista Região Sudeste
  • 2002 Vencedora do Prêmio Esso – Categoria especial interior
  • 2002 Menção Honrosa no Prêmio Vladimir Herzog
  • 2002 Menção Honrosa no Prêmio Lorenzo Natali (Bélgica)
  • 2000Vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo – categoria especial interior
  • 2000 Diplomada “Jornalista Amiga da Criança” – ANDI
  • 2000 Prêmio Eloísio Furtado pela melhor reportagem do ano – Tribuna de Minas
  • 1999 Finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo- categoria impresso
  • 1999 Prêmio Eloísio Furtado pela melhor reportagem do ano – Tribuna de Minas
  • 1998 Finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo- categoria impresso
  • 1998 Prêmio Eloísio Furtado pela melhor reportagem do ano – Tribuna de Minas
  • 1997 Prêmio Eloísio Furtado pela melhor reportagem do ano – Tribuna de Minas
  • 1996Prêmio Eloísio Furtado pela melhor reportagem do ano – Tribuna de Minas


Sobre o Viagem Literária

Lançado em 2008, o Viagem Literária integra o conjunto de ações do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) e já foi prestigiado por mais de 285 mil participantes, entre adultos e crianças. Além da programação de encontros com os escritores, o programa traz em suas diretrizes a capacitação dos profissionais de biblioteca e também as oficinas de criação literária.
Já participaram das atividades nomes como Marcia Tiburi, Raphael Draccon, Ilan Brenman, Carla Caruso, Marcelino Freire, Cristovão Tezza, Luiz Ruffato, Daniela Arbex e Ignácio de Loyola Brandão, que já participou de diversas edições do programa.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

E se ela Soubesse? Ela sabe. Todos devem saber; é a trilogia da escritora Renata Christiny

terça-feira, agosto 29, 2017
Foto: Renata Christiny/Divulgação

O Blog Tudo Junto e Misturado continua sua caminhada em remar contra a maré e nesse mundão encontramos a autora Renata Christiny, autora de uma trilogia chamada Não Conte a Ela. O primeiro livro se chama “E se ela Soubesse?”, o segundo livro, “Ela Sabe” e o terceiro está para ser lançado no final deste ano, sob o título, “Todo devem saber".

Aos seus 21 anos, a sagitariana, escritora; é formada em letras e apaixonada por felinos; além de amar viajar e completamente fissurada por séries de TV.
Com relação as suas inspirações, Christiny e se identificar com os personagens dos livros ela disse, “adoro escrever ouvindo música, elas me inspiram. Apesar dos meus personagens serem muito românticos, eu não sou. Gosto de escrever quando estou triste, acredito que seja mais fácil tocar o leitor quando você próprio está ferido”. E ainda acrescentou ao falar de como surgiu a ideia do livro, “foi após uma reportagem que vi sobre o sanatório Waverly Hills, fiquei chocada ao ver a série de homicídios que foram registrados em um local que deveria estar curando pacientes”. 

Perguntei para a autora se ela se imaginava escritora e porque decidiu escrever. “Nunca me imaginei escritora, minha infância inteira eu era a leitora fissurada por livros de ficção e hoje eu leio os meus próprios livros. Não tem nada mais gratificante do que me ver em meio a tantos grandes escritores. Escrevo porque amo, porque não tem prazer maior do que ouvir: "Seu livro se tornou um dos meus favoritos". Não me vejo de outra forma, não fui eu que dei vida aos personagens, foram os personagens que me deram a vida”, enfatizou a escritora.

Para deixa vocês com mais vontade de ler essa trilogia, vai o seguinte trecho do livro. "Existem infinitas escolhas. Para cada escolha, uma consequência completamente distinta e tragicamente irreversível. Todas essas escolhas resultam cedo ou tarde na morte. Eu só não imaginei que aquela fosse trazê-la tão rápido"

Mais sobre o livro: Meu livro se passa em Kentucky, no sanatório Waverly Hills. Conta a história de James Marconi, um ex-cirurgião e ex-atirador de elite que é acusado pelo estupro e assassinato da sua filha de nove anos. James é internado no sanatório após cometer uma série de assassinatos e de início ele acredita ter sido internado por conta dos homicídios que cometeu, mas no decorrer da história ele vai descobrindo que ele é muito mais inocente do que as pessoas que o trancafiaram dentro daquele presídio. O livro fala sobre corrupção, assassinato, estupro, pedofilia e uma série de coisas que apenas quem tem sangue frio é capaz de ler. 

Série / Coleção: "Trilogia Não conte a ela"
Autora: R. Christiny 
Páginas: "média de 300 páginas" - 16x23cm
Ano de publicação: "2017"
Gênero: "terror/suspense/romance policial "
Acabamento: Brochura 


Sinopse: Tenho algo para lhe contar. Calma, não se assuste, antes de tudo, preciso que se sente. Eu sei que isso pode fazer com que eu nunca mais a veja, mas preciso lhe dizer que eles têm razão; eu o matei. Sim, mãe, em minhas roupas está seu sangue. Sei que não estava preparada para saber tudo isso, porém, precisava dizer a alguém o quanto eu ria enquanto passava a lâmina por aquele corpo imundo.

Espere... Não fuja, ainda não acabei. Há outra coisa que preciso lhe dizer. Estou sendo atormentado, mãe, ele voltou das cinzas, eu vejo seu corpo ensanguentado por toda parte, mas sabe qual é a pior parte? Ele quer se vingar.

Sei o quanto isso é horrível, mas não me arrependo do que fiz. Antes que eu me esqueça, você precisa saber que eu vi uma linda mulher aqui, ela também pareceu ter gostado de mim, nossos olhos se encontraram e eu senti algo estranho, algo... bom.

Mas ouça, mãe: ela não sabe os reais motivos de eu estar em um manicômio. Esse será um segredo nosso, preciso que não conte nada a ninguém, e acima de tudo, preciso que não conte nada a ela. 
Acha que pode fazer isso?



Título: "Ela sabe"
Série / Coleção: "Trilogia Não conte a ela" #2
Autora: R. Christiny 
Páginas: "média de 300 páginas" - 16x23cm
Ano de publicação: "2017"
Gênero: "terror/suspense/romance policial"
Acabamento: Brochura 



Sinopse: Sim, eles têm razão. Eu matei esses homens. Eu nunca te disse que era santo, carrego sangue em minhas mãos, tenho alucinações, a minha casa atualmente é um manicômio e você sabe disso. Lá eu sou sedado e tenho surtos, eu agrido as pessoas e pouco me importo se vou matá-las. Eu sou o pior tipo de ser humano que você poderia vir a conhecer.

Mas eu a amo e disso você também sabe, você tem sido a única coisa que me mantém vivo nessa terra, quero passar o pouco tempo que me resta ao seu lado, por isso eu te digo agora, Anna: foge comigo ou então aperte esse gatilho de uma vez. Mas antes, eu preciso que me ouça com atenção. Sente-se, chegou a hora de você saber a verdade. 
Está pronta para ouvir?